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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ataque de Pit Bull mata um homem...Isso faz com que a raça seja "Monstruosa"?


A emissora Rede Globo mostrou uma matéria onde um homem foi morto pelos seus proprios Pit Bulls em Jõao Pessoa.Mas será que isso faz a raça se tornar monstruosa?

Vejam a matéria:

Em João Pessoa, Wellison Correia Simões, de 40 anos, perdeu as chaves de casa e tentou entrar pulando o muro. Ele foi atacado e morto pelos próprios cachorros, dois cães da raça pitbull. O barulho acordou os vizinhos no meio da madrugada. As imagens gravadas por um cinegrafista amador mostram a agonia, que durou quase duas horas.

Depois de atacar e arrancar a roupa da vítima, os cães, macho e fêmea da raça pitbull, não permitiram a aproximação dos bombeiros, que usaram até extintor de incêndio para tentar afastar os animais. “Nós pegamos carne temperada, o que fez com que eles desviassem a atenção. Usamos duas pistolas de fogos de artifício e, depois de um bom tempo, eles amenizaram”, diz o comerciante Angelo Cabral.

Segundo testemunhas, Wellison, que sofreu o ataque, e mais três amigos chegavam a casa por volta de 4h30 depois de passar a noite em uma festa. Como de costume, ele pulou o muro, usando um local como apoio. Mas, dessa vez, os cachorros não reconheceram o dono. O homem foi socorrido em um hospital, mas morreu durante a madrugada devido a gravidade dos ferimentos.

Ele teria bebido e o cheiro pode ter confundido os animais. “Muitas vezes isso exala um odor diferente do que os cães conhecem no proprietário. Isso pode acabar estimulando a agressividade”, explicou o veterinário Leonardo Leite.

Este teria sido o terceiro ataque dos cães. Nos dois primeiros, eles teriam impedido a entrada de ladrões. O comportamento agressivo, de acordo com o capitão Magno, que é treinador de cães da Policia Militar, essa não é característica da raça, mas da criação que eles receberam.
“Muitas pessoas começam a fazer um treinamento, achando que é só um treinamento, mas esquecem que, se o treinamento não for canalizado da forma certa, vai fazer com que o cão ache que pode morder tudo e a todos”, lembra o capitão Magno.




                                              DIGA O QUE VOCÊ ACHA SOBRE A RAÇA!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Você ama cães e gatos mas não gosta muito dos pelos que caem?...Tenho a solução!


Quando faz um cafuné no seu cão, sua mão fica cheia de pêlos? Você nem arrisca usar roupa escura por ter gatos? Varre tantos tufos que poderia fazer um bicho de pelúcia com eles? Então, você deve até se perguntar como seus bichos continuam fofinhos se vivem perdendo pêlo.

Um animal saudável tem essa perda duas vezes por ano: na primavera, quando surgem pêlos curtos e finos, e no outono, quando a pelagem fica comprida e grossa, para que o animal suporte o frio. Também é natural que o pêlo caia quando seu bicho fica velhinho.

A queda se torna preocupante quando é resultado de alguma doença. Pode acontecer até mesmo por problemas hormonais, alergia, sarna e até por ração errada.

Vai ai então 5 dicas que podem lhe ajudar a diminuir pêlos pela casa:

Escove seu bichinho
Ele vai adorar. Primeiro, escove contra os fios, para tirar os pêlos mortos; depois, no sentido normal, para dar brilho. Isso não diminui a queda, mas tira de vez os pêlos já soltos. Aproveite a hora da novela para essa boa ação.

Compre uma boa ração
Nada de dar sobras ou aquele pedacinho de frango que ele ficou “secando” no almoço. Compre uma ração de qualidade. Se seu animal de estimação tiver alergia, tenha ainda mais cuidado. Já existem no mercado algumas marcas de ração especial para bichos alérgicos ou para melhorar a pelagem.

Visite o veterinário
Se você perceber que manchinhas vermelhas, coceiras excessivas, pulgas e carrapatos estão tirando a paz do seu bicho, é hora de levá-lo ao veterinário. Ele pode até não gostar — e quem gosta de ir ao médico, né? —, mas é bom cuidar logo para que o problema não se agrave.

Ponha azeite na comida
Colocar na ração uma colher desse óleo deixa o pêlo mais brilhante. “Ele tem vitaminas e complexos minerais que ajudam a conservar a pelagem”, ensina Marcelo Hernandes. Mas antes de azeitar a tigela do seu cão ou gato, fale com um veterinário.

Dê um banho nele
Prepare-se para enfrentar fugas e choramingos, e dê um banho no seu bichinho. Cães devem ir para o chuveiro a cada 15 dias. Já os bichanos podem ficar mais tempo sem ducha porque, além de detestar água, eles são especialistas em banho de língua.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Seu pet tem poderes sobrenaturais?


Os animais são especiais mesmo...Alguns acreditam até que eles têm capacidades que vão além da nossa compreensão. Não são poucas as histórias de donos de cães e gatos que juram que seus animais são sensitivos e podem ver, sentir e até interagir com pessoas falecidas...

Seu cão costuma latir para alguma direção e quando você olha não vê nada? Seu gato tem o estranho costume de ficar olhando fixamente para paredes que, aparentemente, não tem atrativo visível algum?

Qualquer história que você possa ter compartilhe conosco!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Cães afetados por vermes

Não é realmente um verme, mas um organismo microscópico unicelular. Este parasita não é muito comum em cães, mas pode atacar filhotinhos, particularmente quando em condições de higiene precária. A doença é transmitida através de água ou alimento contaminado. As fêmeas de coccídeos põem ovos no trato intestinal dos cães, que são levados para o ambiente nas fezes. Os coccídeos podem permanecer dormentes, não provocando sintomas, mas podem ser ativados por algum tipo de tensão. Assim que entram em ação, esses protozoários provocam diarréia, fraqueza, falta de apetite, anemia e desidratação. Provavelmente, seu veterinário tratará a coccídeos com drogas à base de sulfa e antibióticos. Boas condições de higiene são importantes para a contenção e prevenção da coccidiose. Recolha as fezes imediatamente, assegurando que não haja oportunidade para que a água ou os alimentos sejam contaminados por ela. Se for diagnosticada a presença de coccídeos em seu cão, é necessária uma limpeza completa da área em que ele vive, usando desinfetantes fortes ou água fervente.


Os ascarídeos (Toxocara canis) são comuns em cães, especialmente em filhotes. Os ovos de ascarídeos são encontrados no solo, onde podem sobreviver por anos. O cão aspira os ovos ao farejar os arredores no solo ou pegando algo com a boca. Os ovos são chocados como larvas, penetram na corrente sanguínea até os pulmões e daí até a traquéia, de onde são aspirados novamente, voltando para o intestino e se transformando em vermes adultos. As larvas de ascarídeos também podem ser transmitidas da mãe para os filhotes pela placenta (na realidade, os filhotes já nascem com ascarídeos) ou através do leite da mãe.

Cães adultos podem ter ascarídeos sem apresentar sintomas. Mas filhotes já infestados podem vomitar, ter diarréia e perder peso. Eles ficam com uma perceptível barriga arredondada (maior do que a usual "barriga de filhote"), a pelagem fica sem brilho e eles não crescem como os demais filhotes. Um cão pode transmitir alguns vermes nas fezes. Esses vermes se parecem com filamentos de macarrão parafuso.

Criadores e vendedores responsáveis examinam seus cães e filhotes à procura de ascarídeos e outros parasitas e ministram a medicação para acabar com os hóspedes indesejados. Como qualquer outro tipo de verme, uma boa higiene é importante para a prevenção.

domingo, 26 de junho de 2011

agora os gatos são vítimas de alergia causada pelos humanos e o seu estilo de vida.



Foi em 2005 que a notícia foi divulgada por investigadores do Hospital para pequenos animais da Universidade de Edimburgo, na Escócia. A notícia correu mundo, mas pouco se têm publicado sobre o assunto a partir daí. Apesar de não ser novidade, mesmo assim, poucos humanos sabem que o gato pode ter alergia aos próprios donos.

Da mesma forma que os humanos têm alergia à pele morta e à saliva dos gatos, também os gatos podem ter alergia à pele morta e à saliva dos humanos. O estilo de vida de muitos donos também pode desencadear crises asmáticas nos gatos. O fumo do cigarro e o pó que se encontra em casa podem causar inflamações nos pulmões e agravar a asma nos felinos de estimação. Tosse, “chiadeira” e falta de ar são alguns dos sintomas característicos da asma nos gatos.

A asma nos gatos já é conhecida a quase um século. Pensa-se que 1 em cada 200 gatos sofre de asma, mas segundo o investigador e veterinário no hospital, responsável pela notícia, os números têm vindo a aumentar. Nicki Reed defende que o isolamento dos gatos no interior das casas tem contribuído para esse aumento. Entre os gatos mais afectados pela asma estão as raças Orientais, tais como o Siamês.

Contudo, não é só o estilo de vida dos humanos ou a pele morta destes que causam alergias aos gatos. As inflamações via aérea têm também frequentemente como causa o tipo de substrato usado na caixa das necessidades. Uma folha de jornal é menos problemática para gatos asmáticos do que substratos soltos, segundo Reed.

Alguns passos importantes têm contudo sido dados no estudo da asma felina, sobretudo no que diz respeito à aplicação nos animais de descobertas feitas na asma humana.

Se o seu gato mostra sintomas de alergia, leve-o ao veterinário. Gatos com alergia a humanos ou ao estilo de vida destes podem, com um correcto tratamento, partilhar a casa com os donos e manter a qualidade de vida.

sábado, 25 de junho de 2011

Declaração Universal dos Direitos dos Animais



1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.


2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
3 - Nenhum animal deve ser maltratado.
4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.
6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimescontra os animais.
9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

Preâmbulo:

Considerando que todo o animal possui direitos;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;

Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;

Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;

Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;

Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,

Proclama-se o seguinte

Artigo 1º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º

1.Todo o animal tem o direito a ser respeitado.

2.O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais

3.Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.

Artigo 3º

1.Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis. 2.Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º

1.Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.

2.toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º

1.Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.

2.Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º

1.Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.

2.O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º

1.A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.

2.As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º

Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.

Artigo 10º

1.Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.

2.As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º

Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.

Artigo 12º

1.Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.

2.A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º

1.O animal morto deve de ser tratado com respeito.

2.As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º

1.Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.

2.Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem

Florais para cães

Curtam a matéria de uma amiga veterinária minha a Dra. Jackline Pinto:



-Exercício para diminuir o comportamento de espera:
** Diga “Jajá volto” e saia se ausente por 5 minutos, volte, ignore o animal até este ficar calmo e tranquilo, depois faça um carinho. Depois de 30 minutos,
** Diga “Jajá volto” e saia se ausente por 10 minutos, volte, ignore o animal até este ficar calmo e tranquilo, depois faça um carinho. Depois de 1 hora,

**Diga “Jajá volto” e saia se ausente por 30 minutos, volte, ignore o animal até este ficar calmo e tranquilo, depois faça um carinho. Depois de 2 horas,
**Diga “Jajá volto” e saia se ausente por 2 horas, volte, ignore o animal até este ficar calmo e tranquilo, depois faça um carinho.

Repita esses exercícios durante 5 dias consecutivos ,e vá aumentando os espaços de tempo até chegar no horário necessário para que este fique só e bem equilibrado.

--Quando sair deixe o animal com uma camisa sua usada, ao som de um rádio, com uma luz acesa na casa.

***O mais importante não esqueça de dar o “Floral de Bach” ele fará com que o animal passe por todo esse processo de uma forma tranqüila, sem traumas e sem Stress.

Floral de Bach –
Animal:

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mais um parceiro ao nosso lado pela causa dos nossos Pets amados!


Hoje conheci uma Radialista e agora amiga chamada Luisa,que como eu tenta concientizar as pessoas sobre a ajuda que temos que dar a todos os nossos amigos caninos e felinos!
Ela tem um programa de rádio chamado: Sempre Pelos Animais na rádio Continental 1520 AM que passa todos os sábados das 12 até ás 13hrs.Se puderem ouvir será muito bom o programa é show e lá vocês também terão boas informações!

A começar por uma campanha de conscientização para evitar o consumo de carne e comer mais frutas e legumes ajudando assim os animais e fazendo bem para o nosso organismo!
O blog estará amanhã sendo anunciado lá no programa e seria um prazer se vocês que me seguem até hoje pudessem prestigiar a mim e a minha amiga escutando,mas não só amanhã e sim todos os sábados!

Recebendo o filhote em casa

Sua casa precisa de alguns preparos antes do seu novo filhotinho chegar!


Antes de levar um cachorro pra casa, você tem que se certificar que tudo esteja seguro para que não aconteça nenhum acidente com suas coisas ou mesmo com seu novo amigo. Cães são eternas crianças, e filhotes são como bebes, requerem muita atenção e cuidado redobrado. Olhe em volta, tire quaisquer objetos que possam ser engolidos ou aquelas coisas que você adora e não quer ver mastigada futuramente.

Veja aqui coisas especificas que você pode fazer na sua casa:

- Guarde plantas, objetos de decoração muito pequenos ou frágeis, sapatos e roupas.

- Não deixe nada pelo chão. Você pode achar fofo quando vir ele comendo aquele seu sapato velho, mas ele não sabe a diferença pra um novo. Não caia na besteira de dar um sapato/chinelo velho pra ele mastigar, ou não reclame quando ele destruir seu tênis novinho.

- Prenda pontas soltas que podem ser puxadas, como toalha de mesa, fios pendurados e etc. Seu amigo vai com tudo puxar qualquer objeto que balance e ai.... Você pode prender com fita adesiva ou simplesmente retirar.

- Lembre-se que seu bichinho eh curioso e vai adorar investigar a sua casa e mexer em tudo, ate ser devidamente educado.

- Caudas balançam. Coisas caras quebram. Pense nisso.

- Esconda qualquer coisa que possa ser venenosa para seu filhote. Isso inclui remédios, produtos de limpeza, tinta e alguns alimentos, como o chocolateEnrole e esconda fios de telefone e aparelhos eletrônicos.

- Proteja tudo que for feito de madeira, como pés de mesa e cadeiras. Cães sabem por instinto que madeira eh bom pra roer.

- Limpe todo o jardim. Verifique que a grade seja segura e sem buracos. Esconda mangueiras. Cuidado com piscinas, não o deixe acessar quando filhote. Se você tiver alguma plantação de ''comigo-ninguém-pode'', remova-a imediatamente. Essa planta é - Veja se em algum lugar por onde o seu cachorro possa passar e vede qualquer passagem

quinta-feira, 23 de junho de 2011

fogos são perjudiciais para cães e gatos. cuidado!

Cuidados com Fogos de Artifício

Os fogos são responsáveis por acidentes dos mais variados tipos, principalmente com cães. Natal, Ano Novo, Copa do Mundo, finais de campeonatos de futebol e festas juninas são ocasiões em que os animais mais se perdem de seus donos.


Todos os animais se assustam facilmente nas épocas festivas com o barulhos dos fogos e rojões. O pânico desorienta o animal, que tende a correr desesperado e sem destino,

além de provocar ataques cardíacos e desencadear problemas que podem levar o animal à morte.


Procure evitar tudo isso garantindo condições mínimas de segurança, evitando ambientes conturbados e barulhentos (desde antes do espocar dos fogos), passe-lhe paz e tranqüilidade, e a sensação de que tudo está bem e sob controle.


Lembre-se também que se o seu bichinho conseguir fugir, por desespero, ele irá correr por vários e vários quilômetros. É MUITO IMPORTANTE deixar o animal com uma coleira com um telefone de contato. Se alguém conseguir resgatar seu bichinho, você poderá ser contatado. Utilize uma plaqueta de metal ou de plástico, com uma escrita que não saia se molhar. Não utilize etiquetas de papel com telefone escrito à caneta, pois ficará ilegível se molhar.



Os Perigos dos Fogos

Fugas - tornando-se animais perdidos, atropelados e que vão provocar acidentes;


Mortes - enforcando-se na própria coleira quando não conseguem rompê-la para fugir; atirando-se de janelas; atravessando portas de vidro; batendo a cabeça contra paredes ou grades;


Graves ferimentos - quando atingido ou sem saber abocanhando um rojão achando que é algum objeto para brincar;


Traumas - com mudanças de temperamento para agressividade;


Ataques - investidas contra os próprios donos e outras pessoas;


Brigas - com outros animais com os quais convivem, inclusive;


Mutilações - no desespero de fugir chegam a se mutilar ao tentar atravessar grades e portões;


Convulsões (ataques epileptiformes);


Morte e alteração do ciclo reprodutor dos animais da fauna silvestre;


Afogamento em piscinas;


Quedas de andares e alturas superiores;


Aprisionamentos indesejados em porões e em lugares de difícil acesso;


Paradas cardiorespiratórias etc..



Recomendações para Com os Animais

Acomodar os animais dentro de casa, em lugar onde possam se sentir em segurança, com iluminação suave e se possível um radio ligado com música;


Fechar portas e janelas para evitar fugas e suicídios;


Dar alimentos leves, pois distúrbios digestivos provocados pelo pânico podem matar (torção de estômago, por exemplo);


Cobrir gaiolas de pássaros e checar cercados de animais (cabras, galinhas etc.);


Cobertores pesados estendidos nas janela abafam o som, assim como cobertores no chão ou um edredom sobre o animal;

Não deixar muitos cães juntos, pois, excitados pelo barulho, brigam até a morte. Tente deixá-los em quartos separados pois, na hora dos fogos, eles poderão morder-se uns aos outros, no desespero;


Um pouco antes da meia-noite leve seu animal para perto da tv ou de um aparelho de som e aumente aos poucos o volume de tal forma que ele se distraia e se acostume com um som alto. Assim não ficará tão assustado com o barulho intenso e inesperado dos fogos;


Procurar um veterinário para sedar os animais no caso de não poder colocá-los para dentro de casa. Animais acorrentados acabaram se enforcando em função do pânico;


Alguns veterinários aconselham o uso de tampões de algodão nos ouvidos que podem ser colocados minutos antes e tirados logo após os fogos;


Assim como calmantes naturais que apresentam resultado bastante eficiente para os animais que historicamente apresentam o estresse.




Recomendações para com Gatos

Escolha um quarto da casa que tenha uma cama e um armário, e prepare para ser o quarto dos gatos no reveillon.


Abra um ou dois armários e coloque cobertores para forrar e formar tocas confortáveis;


Desarrume a cama e coloque cobertores formando tocas; tocas embaixo da cama também são boas;


Feche toda a janela, passe a cortina e, se possível, encoste um colchão na janela para abafar o barulho;


Água, comida e caixinha de areia devem ficar distribuídos estrategicamente pelo quarto, sempre encostados na parede, para evitar serem derrubados e tudo acabar na maior sujeira;


Tire qualquer coisa que possa ser derrubada, quebrada, derramada;


Feche os gatos neste quarto a partir dos primeiros rojões e deixe-os lá. Deixá-los soltos aumenta o medo, a correria e o desespero, e eles acabam se enfiando em lugares como embaixo da máquina de lavar e da geladeira;


Para quem mora em casa, com gatos que tem acesso à rua, recolha os gatos antes do pôr-do-sol e feche-os da mesma maneira. Na rua é mais perigoso, pois, quando se assustarem, podem se perder. Além disso, podem ser alvo de maus-tratos;

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Acasalamento

Antes de pensar em acasalar seu animal, você deve analisar fatores como: tempo disponível para cuidar da ninhada, custos com assistência veterinária e exames, e o destino dos filhotes. Este último deve ter a sua especial atenção, pois nem sempre é possível conseguir bons lares para os filhotes, mesmo que sejam de raça pura.

Antes do acasalamento, siga os seguintes passos:

Procure um macho da mesma raça e que tenha um tamanho igual ou não muito maior que a fêmea;
Leve a fêmea para uma avaliação veterinária antes do acasalamento;
Coloque em dia as vacinas e faça um exame de fezes um mês antes do cio;
Analise se é a época ideal para a cadela. Não acasale fêmeas muito jovens, o aconselhável é a partir do 3o. cio;
Fêmeas obesas não devem acasalar, aguarde o próximo cio quando o animal deve estar num peso compatível com sua raça e tamanho.

As cadelas entram no cio em torno de 6 a 10 meses de idade. Algumas apenas com 1 ano. O cio da fêmea tem duração aproximada de 15 dias. Ela aceitará o macho a partir do 7o. ou 8o. dia do cio. Há grande chance de sucesso se a fertilização ocorrer por volta do 11o. dia do cio, momento em que 50% dos óvulos são liberados pelos ovários. O acasalamento pode ser repetido no dia seguinte.

Algumas fêmeas são arredias e não aceitam certos machos; outras, não aceitam nenhum macho. É interessante proporcionar um contato entre os cães antes do início do cio, para observar se há rejeição entre eles. Cães criados fora do convívio com animais da mesma espécie podem ficar assustados ou atacar o parceiro. Da mesma forma, cães muito mimados não aceitam acasalar e não têm interesse pela fêmea, mesmo que ela esteja no cio. Há fêmeas que escolhem um determinado macho e se recusam a acasalar com outros. Nesses casos, é possível recorrer à inseminação artificial. Uma fêmea muito brava pode atacar e machucar seriamente o macho pretendente. É melhor não arriscar.

Pode acontecer uma situação não tão rara de a cadela acasalar com dois machos durante o mesmo cio. Nesse caso, ela terá filhotes dos dois cães. Aqueles que forem filhos de um macho da mesma raça nascerão puros. Mas se o outro cão com o qual a fêmea cruzou for de raça diferente ou um vira-lata, nascerão também filhotes mestiços, todos na mesma ninhada. Pode ser difícil diferenciar os filhotes puros dos mestiços. O teste de DNA pode esclarecer a dúvida.

A cadela de raça pura que cruzou com um vira-lata e teve filhotes mestiços, poderá ter cãezinhos puros na próxima vez que acasalar. Diferente do que alguns pensam, cruzar com um cão vira-lata não "estraga" a raça da cadela. Isso é apenas uma crença popular, mas sem nenhum fundamento.

Em um cruzamento normal, o momento da ejaculação se dá quando macho e fêmea ficam "de traseiro" um para o outro. Eles irão permanecer assim por alguns minutos (o tempo é variável). O cão possui um osso peniano e a tentativa de separar os animais à força pode causar fratura no osso do pênis. Por isso, não importa o tempo que demore, deixe que os cães se afastem naturalmente.

A fêmea deve ser levada à casa do macho, mas o inverso também pode ser tentado. Evite o estresse dos animais, deixando-os em um local tranquilo, sem muitas pessoas em redor.

Existem casos de dificuldades no acasalamento, assim como infertilidade nas cadelas ou nos machos. São motivos de insucesso na reprodução do animal, o que causa grande frustração para o dono. É preciso analisar e descobrir a causa com a ajuda do veterinário.

Quem não deve acasalar: animais portadores de enfermidades transmissíveis geneticamente como: displasia coxofemoral, ausência de um testículo (criptorquidismo), alergias graves, catarata precoce e epilepsia; animais com problemas cardíacos graves; fêmeas com excesso de peso; cães com doenças sexualmente transmissíveis como Tumor de Sticker e Brucelose.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Câncer em cães e gatos

Cães e gatos também tem câncer?

Câncer ou neoplasia maligna, na verdade, não é uma só doença, pois define a presença de tumor maligno e são vários os tipos de tumores dessa natureza. Os cães e gatos também podem desenvolver a doença. Observa-se que, com o aumento da expectativa de vida dessas espécies, a incidência de neoplasias malignas tem aumentado.

Quais os tipos de tumores malignos mais comuns em cães e gatos?

Os tumores malignos de pele (carcinomas cutâneos) estão entre os cânceres mais comuns, principalmente em cães e gatos mais idosos. São mais comuns nos animais de pela muito clara, com pouca pigmentação e mais freqüente em felinos que em cães. A área mais afetada costuma ser a face. Os sarcomas (tumores malignos provenientes do tecido muscular, adiposo e ósseo) são também de incidência relativamente alta. No Brasil, são mais freqüentes em cães que em gatos. Os tumores de origem ligada à formação de células sanguíneas (tecido hematopoiético), também acometem tanto cães como gatos, sendo mais comuns as leucemias e os linfomas. São comuns nos gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV). Dentre os tumores menos freqüentes, encontramos os tumores do sistema nervoso.

Os animais com câncer devem ser sacrificados? Existe tratamento?

Há tratamento e este pode ser de dois tipos: paliativo ou curativo. O tratamento paliativo visa minorar o sofrimento do animal, quando não perspectiva de cura. Visa aliviar a dor, corrigir disfunções que comprometam a qualidade de vida do bichinho. Pode envolver também cirurgias, no caso de obstruções de qualquer natureza ou dor intensa. A eutanásia é recomendada nos casos em que o tratamento paliativo não consegue minorar o sofrimento do animal e este tem a sua qualidade de vida comprometida, mesmo com os cuidados médico-veterinários. O tratamento curativo pode envolver cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.


A cirurgia pode curar o animal?

A cirurgia, quando possível é o melhor tratamento e oferece maior índice de cura (com exceção para as doenças do sistema hematopoiético). Esta deve, não só remover o tumor maligno, mas também o tecido aparentemente são em volta deste, inclusive os gânglios linfátic0s próximos à lesão. Infelizmente, muitas das cirurgias para tratamento do câncer são mutilantes.

Quando é indicada a quimioterapia?

É indicada nos casos de leucemias e linfomas. Pode também ser utilizada como tratamento combinado com a cirurgia, principalmente para certos tumores com tendência a gerar metástases, como, por exemplo, melanoma, sarcoma, etc… Esse tratamento pode ser através de medicações injetáveis ou orais e necessitam de muitos cuidados, como hidratação do animal antes de cada sessão pois, como as drogas são muito agressivas e tóxicas, proporcionam muitos efeitos colaterais que podem ser minimizados através da hidratação cuidadosa.

Os animais perdem pelos com a quimioterapia?

Em geral, não se observam efeitos colaterais tão intensos no cães e gatos, como nos humanos, pois, nos humanos, se deseja a cura a qualquer custo, enquanto que, no animal, o alívio do sofrimento e o aumento da sobrevida tem também um significado importante e, portanto, doses manores e drogas menos agressivas são utilizadas. Quanto à queda de pelos (alopecia), em geral, ocorre em áreas localizadas e algumas raças são mais afetadas que outras, como, por exemplo, o Cocker Spaniel. Outros efeitos colaterais gerais são observados como vômitos, diarréia, falta de apetite, perda de peso. Alguns podem ser aliviados com uso de medicações. Alguns efeitos colaterais mais sérios devem ser observados como alterações no músculo do coração ou nos rins e são específicos da utilização de determinadass drogas – cisplatina e doxorrubicina.

Há outros tipos de tratamento?

Há uma técnica denominada crioterapia que consiste no congelamento de determinadas células neoplásicas, causando a sua morte. Não é indicada para todos os tipos de tumores malignos, podendo ser utilizada em pequenas lesões de pele ou nas mucosas.

Deve-se sempre levar em conta a importância do diagnóstico precoce. A cura depende do início precoce do tratamento. Leve sempre o seu animalzinho ao veterinário, pois, mesmo pequenas lesões, nódulos, ferimentos que não cicatrizam, devem ser biopsiados com brevidade. A biópsia é o único método de diagnóstico seguro. Desse procedimento simples pode depender a cura do seu grande amigo!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Envenenamentos: como diagnosticar

A intoxicação dos animais de estimação não é uma coisa rara de se encontrar na clínica veterinária. Pode ocorrer de maneira acidental ou criminosa. A primeira acontece quando o animal ingere plantas tóxicas, medicamentos, venenos para roedores, entra em contato com tintas, produtos de limpeza, agrotóxicos, inala gases tóxicos, ou ainda, é picado por animais peçonhentos.


O animal, de maneira instintiva evita os produtos tóxicos, porém em alguns momentos, o animal por curiosidade ou desatenção, pode entrar em contato com estas substâncias.

No caso de intenção criminosa o agente tóxico normalmente está disfarçado (dentro de uma bolinha de carne, salsicha, leite, etc.) e age de maneira rápida, normalmente levando o animal à morte.

Quando desconfiar de um quadro de intoxicação?

Sabemos que há uma infinidade de substâncias que podem causar a intoxicação, por isso os sinais clínicos são os mais variados, dentre eles, podemos citar os mais comumente observados:

- Alteração do estado de consciência (agitação, sonolência, e até coma)
- Sintomas gastrintestinais (salivação intensa, vômitos, náuseas, dor abdominal)
- Hemorragias
- Tremores
- Dificuldade respiratória
- Alteração de ritmo cardíaco

Os sintomas de intoxicação dependem da substância tóxica, da quantidade ingerida e de certas características do animal que o ingeriu. Por isso, em caso de suspeita de intoxicação, preste atenção se está faltando algum produto da dispensa (produtos de limpeza, inseticidas, etc.), se há plantas arrancadas ou destruídas no jardim (quase todas as plantas ornamentais são tóxicas, ex: comigo-ninguém-pode, samambaia, copo de leite, bico de papagaio, coroa de cristo, entre outras), se houve dedetização do ambiente ou aplicação de agrotóxicos no jardim, e ainda, se há algum objeto ou alimento que não foi dado pelo proprietário.

LEMBRE-SE: em alguns casos, o produto tóxico pode não ser potente e precisa ser exposto de forma constante (ingestões repetidas - ex: chumbo) ou de forma prolongada para que ocorram problemas. Outros produtos tóxicos são tão potentes que basta a ingestão de pequena quantidade para levar a manifestação de sinais clínicos ou até a morte. Alguns produtos tóxicos causam poucos sintomas evidentes até que tenha ocorrido uma lesão permanente da função de órgãos vitais (ex.: fígado ou rins).

Como proceder num quadro de intoxicação?

Devido a grande quantidade de substâncias tóxicas e seus princípios ativos, devemos tomar cuidado com qualquer procedimento, sendo ideal procurar seu médico veterinário de confiança.

Importante ressaltar:
- Nos casos de envenenamento por ingestão de medicamentos e plantas, a medida indicada é provocar o vômito.
- Não provoque o vômito, se o animal estiver desmaiado ou em convulsões, nem se a intoxicação foi provocada por produtos derivados de petróleo, por pesticidas (agrotóxicos), ou ainda, nos casos de ingestão de substâncias cáusticas ou corrosivas (como soda cáustica, etc.), inseticidas, detergentes de máquina de lavar roupas, querosene, gasolina.
- Guarde a embalagem do produto, restos da substância ou o material vomitado, para facilitar a identificação pelo médico veterinário. No caso de remédios, tente descobrir quantos comprimidos foram engolidos e quando ocorreu a ingestão.
- Caso o animal faça uso de medicamentos sempre informar ao veterinário no ato do atendimento.

Como diagnosticar o agente tóxico?

O diagnóstico final de intoxicação baseia-se nos sinais clínicos e análises laboratoriais, porém estes recursos estão disponíveis enquanto o animal está vivo (o tempo de atendimento ao animal pelo médico veterinário é crucial para obtenção do sucesso no tratamento).

No caso de morte, o diagnóstico é realizado através do exame necroscópico do corpo do animal, resguardado pelo exame toxicológico.

Para que seja possível a realização da necropsia e que essa tenha a finalidade desejada, aconselhamos:

Enviar o corpo do animal, o mais rápido possível, a um Serviço de Patologia Veterinário.
OBS.: se o corpo estiver refrigerado, o tempo máximo é de 12 horas após o óbito, se isto não for possível, aconselha-se o congelamento.

Se amostras sólidas ou líquidas forem encontradas junto ao corpo do animal, o proprietário deverá entregá-las em frascos ao veterinário patologista responsável pela necropsia.

Enviar histórico completo, como por exemplo, doenças adquiridas, tratamentos, vacinas, medicamentos em uso, características dos animais contactantes, sinais antes do óbito, local onde vive e se possível fotos do ambiente onde vive.

domingo, 19 de junho de 2011

Vermes intestinais em cães e gatos

Uma das coisas mais rotineiras na clínica de cães e gatos são os vermes intestinais. Há vários tipos de vermes, mas os que mais comumente ocorrem são os ascaris, ancilostomas e tênias. Aqui vamos descrever os principais representantes do dia a dia e mostrar como esses bichinhos não são virtuais e nem deixam seu animalzinho livre de vários males, podendo levar até à morte.

Muitas doenças sistêmicas (a vírus ou bactérias) ou dermatológicas têm insucesso no tratamento devido ao animal estar cheio de vermes. Vamos a eles:

Áscaris: são encontrados em cães e gatos, principalmente nos filhotes. Das três espécies - Toxocara canis, Toxascaris leonina e Toxocara cati - a mais importante é o T. canis, pois, além de suas larvas migrarem no homem, podem levar a infecções fatais em filhotes de cães. O T. Leonina ocorre mais em cães adultos e menos em gatos.

De um modo geral, os áscaris são hóspedes habituais do intestino delgado. Periodicamente expulsam ovos pelas fezes. Quando um exame de fezes em seu animal der negativo, não quer dizer que ele esteja livre dos parasitas, pois, talvez um dia antes, ele já tenha eliminado os ovos. O ideal é repetir o exame.

Os ovos são ingeridos por um hospedeiro como o cão. A larva se libera no intestino e cai na corrente sanguínea. Em sua migração chega aos brônquios, passa pela traqueia, é expulsa e deglutida de novo, indo novamente para o intestino onde atinge sua maturidade. Em fêmeas grávidas, as larvas são mobilizadas, migram para o feto em desenvolvimento e, eventualmente, alcançam o intestino dentro de uma semana após o nascimento.

No homem, as larvas, principalmente a T. canis, são associadas a lesões no fígado, rins, pulmões, cérebro e olhos. No seu animalzinho, os principais sintomas, de acordo com a quantidade de vermes, são pelos eriçados, emagrecimento e falha no crescimento dos filhotes. Frequentemente são barrigudos. Os vermes saem nas fezes ou através do vômito. Podem ocorrer lesões pulmonares levando a uma pneumonia. Os animais se cansam com facilidade, ficam anêmicos. As fezes podem ter muco e são pastosas. Podem ocorrer também sintomas nervosos como ataques convulsivos, acessos de fúria, movimentos circulares contínuos. Geralmente o animal mantém o apetite.

Ancilostomas: Os mais comuns são Ancylostoma caninum em cães e Ancylostoma tubaeforme em gatos, que podem ser adquiridos pela ingestão de água ou alimentos contaminados e pela penetração das larvas através da pele. Filhotes podem pegar A. caninum através do leite da cadela.

Os ovos de ancilostoma podem ser encontrados nas fezes do hospedeiro cerca de 15 a 18 dias após a infestação oral inicial. Os vermes adultos alimentam-se da mucosa intestinal. Essa "raspagem" resulta em numerosas hemorragias da mucosa do intestino. O A. caninum e o A.tubaeforme são os mais patogênicos para o cão e o gato, respectivamente. Os animais perdem sangue continuamente. Os principais sintomas são emagrecimento, anemia grave, fraqueza, fezes escuras e fluidas (diarreia).

Cestoides: o que comumente infesta cães e gatos é o Dipylidium caninum. Tais animais adquirem a infecção ingerindo pulgas. Cestódeos em cães e gatos também podem infectar o homem, por isso sua importância em saúde pública. Você pode ver esses vermes na forma de proglotes grávidas (cheias de ovos), quando se destacam dos cestoides e saem nas fezes. As proglotes se movem lentamente nas fezes ou no períneo (região em redor do ânus) do cão ou gato e os proprietários acham que se parece com um grão de arroz.

Os sinais clínicos em altas infestações podem variar de debilidade, mal-estar, irritabilidade, apetite inconstante, pelos ásperos, cólicas, diarreia suave e ataques epiléticos.

O diagnóstico de todas essas espécies de vermes é feito através do exame de fezes ou visualização e reconhecimento dos mesmos.

O tratamento é feito através de vermífugos que existem no mercado e que são determinados pelo veterinário que irá escolher o melhor para cada caso. As sequelas advindas da verminose também devem ser tratadas pelo veterinário. A vermifugação não deve ser feita somente quando o animal estiver infectado. Deve ser instituída uma rotina preventiva para animais com os mesmos vermífugos que são utilizados no tratamento. Para canis e gatis isso deve ser uma prioridade.

sábado, 18 de junho de 2011

Seu Cão precisa de descanso


Sono Canino

Assim como as pessoas, os cães também precisam dormir. No período de sono, o cão pode descansar, e seu sistema imunológico funciona melhor. Com o sono regular, seu sistema nervoso e seu metabolismo funcionam bem, e seu corpo fica descansado.

As fases do sono


Os cães tem 2 fases do sono: superficial ou ondas cerebrais lentas; e movimento rapido dos olhos (REM). No estágio superficial, o cão fica quieto e alerta, tem uma respiração profunda e ritimada, sua pressão sanguínea, seu metabolismo e sua atividade cerebral diminuem. Nessa primeira fase, o cão pode acordar repentinamente devido a estímulos sensoriais. O estágio superficial dura de 10 a 20 minutos.

Na segunda fase, REM, as pálpebras do cão se movem, daí o nome "rápido movimento dos olhos". A respiração nessa etapa [é mais irregular, rápida e superficial - às vezes o cachorro parece não estar respirando. Também ocorrem movimentos nas patas, músculos da face e orelhas.

Duração do sono


Os cães dormem em média 9 horas por dia, mas podem prolongar esse tempo se ficam muito sozinhos, sem a companhia do dono.

Os cães sonham?


De acordo com pesquisas de ondas cerebrais feitas em cães, a resposta é afirmativa. Foi constatado que algumas atividades cerebrais caninas durante o sono são semelhantes as de quando uma pessoa está sonhando. Assim, e quase certo que nosso melhor amigo também sonha! Os filhotes e os cães velhos sonham mais que os cães adultos.

O conteúdo dos seus sonhos ainda é um mistério. Uma idéia sobre isso é a maneira de se relacionar com o mundo: o homem usa mais a visão e a língua falada; ja o cão usa mais a audicão e o olfato. Assim, o sonho deles deve ser diferente do nosso...

Distúrbios do sono


Os cães podem ter alguns distúrbios de sono, como a apneia, que é uma parada respiratória devido a obstrução das vias respiratórias, que acontece mais no Boxer e Buldogue, devido aos seus focinhos achatados. Outra doença é a narcolepsia, na qual o cão repentinamente entra em sono profundo. Esse mal é mais comum no Dobermann, Labrador, Poodle, Beagle e Dachshund. Esses distúrbios são controlados por medicamentos.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

História do Gato Doméstico

Miacis: O provável ancestral
do gato moderno


Você sabia que os gatos provavelmente tiveram o mesmo ancestral do cachorro? Acredita-se que o Miacis (imagem ao lado), um pequeno animal que vivia em árvores, há muito extinto, foi o antepassado do gato. Este seria também o ancestral do urso, da doninha, do guaxinim, da raposa e do coiote. Viveu há cerca de 40 milhões de anos, tinha o corpo comprido, um rabo maior do que o corpo e pernas curtas. Provavelmente também tinha unhas retráteis como o gato.

Há 10 milhões de anos atrás surgiu o Dinictis, mais parecido com o gato atual.

Os Felídeos ou felinos, são os mais especializados, mais numerosos e mais importantes dos carnívoros.
A família dos Felídeos, espalhada sobre quase toda a área de distribuição da ordem dos carnívoros, compreende 3 gêneros: Acinonyx (Cheeta), Felis (Puma, Jaguatirica, Gatos domésticos e todos de pequeno ou médio porte) e Leo (Leão, Tigre, Pantera, Onça), com 37 espécies no conjunto.

Os gatos domésticos são primos distantes de outros felinos e guardam características em comum com os grandes felinos selvagens, como o caminhar silenciosa e delicadamente sobre as almofadas plantares, a técnica de caçar e as unhas retráteis, com exceção do Guepardo que tem as unhas e patas apropriadas para a corrida, chegando a alcançar 100Km por hora numa corrida de curta distância.
Os gatos eram muito populares
por sua beleza no Egito antigo

No Antigo Egito os gatos eram adorados devido a sua associação com a Deusa da Lua, Pasht, de cujo nome acredita-se ser derivada a palavra "puss", que significa "bichano" em inglês.
A Deusa Bast, que representa o sol, também foi identificada com gatos, e é retratada com a cabeça de um gato.
Quando os gatos morriam, eram mumificados e seus donos mostravam seus sentimentos raspando as sombrancelhas em sinal de luto.

Hoje, os gatos da raça Abissínio, são semelhantes ao gatos do Antigo Egito.
Estátuas, desenhos e pinturas em tumbas, revelam que os gatos nessa época, eram de pelo curto, corpo esguio e pernas longas. Muitos consideram que este foi o ancestral da maioria das raças de gatos domésticos conhecidas atualmente.
A deusa pagã Freya:
Cultos envolvendo gatos


Era proibida a saída dos gatos do Egito, mas o povo Fenício parece ter os levado em suas embarcações comerciais, para a Europa, por volta do ano 900 a.C., chegando à Itália antes da Era Cristã.

Os romanos, quando invadiram e dominaram o Egito, adotaram o culto a Deusa Bast e seus gatos foram também perpetuados em estátuas, murais e mosaicos. Tinham grande apreciação pelos gatos, e os retratavam como símbolo de liberdade.
Com as invasões Romanas, os gatos foram seguindo seus exércitos e se introduzindo em toda a Europa.
Dessa forma os gatos chegaram à Inglaterra, portanto, o gato inglês tem como base o gato egípcio, mas gatos ingleses selvagens também foram domesticados.

O Príncipe de Gales, promulgou no século X, leis protegendo os gatos, estabelecendo valores de venda e garantias de compra. Além disso, a pena para quem matasse um gato era paga com trigo: o ga to morto era segurado pela ponta da cauda e sobre ele era jogado o trigo, até encobrir a ponta da cauda. Os gatos, durante muito tempo, foram bem aceitos pelo homem como animais domésticos, por sua beleza e grande habilidade em caçar ratos. Exatamente por sua habilidade como caçador de ratos, no século XI auxiliavam no combate a estes vetores, transmissores da Peste Bulbônica.

Na Idade Média, os gatos enfrentariam seus piores tempos. Surgiu um culto a uma deusa pagã - Freya - envolvendo gatos. Esse culto foi considerado heresia e membros desta seita eram punidos severamente com torturas e morte. Como os gatos faziam parte do culto, foram acusados de serem demoníacos, principalmente os de cor preta. Isso custou a vida de milhares de gatos, que foram cruelmente perseguidos, capturados e jogados à fogueira, havendo a maior destruição de gatos de toda a história.

Uma pessoa que fosse vista ajudando um gato, principalmente gatos pretos, estava sujeita a ser denunciada como bruxa e a sofrer tortura e morte.
As pessoas acusadas de bruxaria e seus gatos, eram logo responsabilizadas por qualquer catástrofe que acontecesse.
Esta onda de perseguição criou diversas superstições que persistem até hoje, como: cruzar com gato preto causa azar. Felizmente este preconceito terminou e no século XIX o gato já era bem-visto.

O índio norte-americano, não parece ter domesticado os felinos selvagens presentes no continente, como o lince, puma e ocelote. A domesticação de felinos só ocorreu quando os imigrantes europeus trouxeram gatos da Europa, para que ajudassem a combater os ratos e camundongos, tanto no campo quanto na cidade.

CHOQUES ELÉTRICOS

Não são raros os cães ou gatos que costumam roer fios elétricos, principalmente os filhotes.

Esta é a maneira mais comum do animal ser atingido por uma descarga elétrica. Dependendo da intensidade da corrente e do tempo em que o animal permaneceu ligado a ela, as injúrias podem ser desde um simples susto até uma queimadura grave ou um comprometimento mais sério com parada cardio-respiratória.

O que fazer:

se o animal levou o choque, mas não permaneceu conectado a ele, você deve verificar se a boca (interna e externamente) ou a língua do animal apresentam sinais de queimadura. A região pode estar escurecida ou acinzentada. Na parte interna da boca e língua, não há muito o que fazer. O animal relutará em comer por alguns dias. Ofereça alimentos líquidos e frios como caldo de carne. Se a região externa da boca for atingida, uma pomada antibiótica e cicatrizante poderá ser usada.

se o animal levou o choque e permanece conectado ao fio elétrico, NÃO TOQUE NELE. Em primeiro lugar, desconecte a tomada ou desative a rede elétrica. Observe se o animal está consciente ou não. Se ele não estiver respirando, faça respiração artificial. Se o coração estiver parado, comece a massagem cardíaca. No caso de uma parada cardio-respiratória, faça a massagem cardíaca e a respiração artificial conjuntamente (faça uma seqüência de 5 ou 6 pressões sobre o coração, intercaladas por uma respiração). Aguarde os sinais vitais voltarem para verificar a extensão da queimadura na boca e língua.

Animais com lesões muito graves na boca, que se recusam a comer ou beber água, devem receber soro por via endovenosa, diariamente, para não correrem o risco de desidratação.

Todo animal que teve um episódio de choque elétrico deve ser observado por 2 a 3 horas quanto à dificuldade respiratória. Em alguns casos, nesse período, pode desenvolver-se edema pulmonar que deve ser tratado imediatamente pelo veterinário.

QUEIMADURAS

As queimaduras são classificadas em graus, de acordo com a gravidade da lesão:

1o. GRAU: lesão superficial que cicatriza em média após 10 dias
2o. GRAU: lesão da pele mais profunda que a anterior. Há perda dos pêlos e formação de vesículas (bolhas). A pele cicatriza em 15 dias.
3o. GRAU: lesão grave em que toda a espessura da pele é destruída. É um processo muito doloroso e de cicatrização muito lenta.

Causas comuns: agentes térmicos (água ou superfícies muito quentes, fogo) ou agentes químicos (ácidos, substâncias cáusticas).

Casos comuns: animais que comem comida caseira muito quente podem ter queimaduras de grau leve na boca e "lábios"; acidentes envolvendo água fervendo derramada sobre os animais resultam em queimaduras de 3o. grau; animais que lambem ou ingerem substâncias cáusticas presentes em produtos de limpeza podem queimar a boca e esôfago; choques elétricos podem resultar em queimaduras na boca e língua; queimaduras de sol podem ocorrer em animais de pele e focinho muito claros (róseos)

O que fazer:

Queimaduras de 1o. e 2. graus podem ser tratadas com pomadas cicatrizantes e antibióticas. Não usar produtos como pasta de dente e outros, sobre a área lesada. Lavar a lesão com soro fisiológico frio, aplicar uma pomada cicatrizante e uma bandagem de gaze até levar o animal ao veterinário. Se a lesão for de 3o. grau, esse procedimento é muito doloroso e, portanto, deve ser feito sob tranqüilização ou anestesia por um profissional. Neste caso, aplique soro fisiológico frio e leve o animal ao veterinário, pois toda a manipulação da queimadura é muito dolorosa.

Queimaduras de sol ocorrem em animais expostos por muito tempo aos raios solares, e podem ser evitadas com o uso de um protetor solar sobre a região rósea do focinho. Evitar a exposição prolongada ao sol em animais de pele e pêlos muito claros.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Como ensinar seu cachorro fazer as necessidades no lugar certo


A cena é típica: você é uma pessoa que adora cachorros e gosta de tê-los sempre por perto, mesmo dentro de casa. Você vira as costas num momento e quando volta, lá está a sujeira que seu bichinho insiste em fazer por todos os lugares da casa.

Como ensinar o pobre cachorro a fazer tudo num lugar só?

A primeira coisa que você precisa saber é que há dois lugares ideais para que seu cão faça as necessidades: em uma caixa de areia (exatamente, isso não é só para gatos) e em jornais.

O método é bem simples: todos os dias, quando o cachorro acordar e depois de cada refeição, leve-o para o seu “banheirinho”, lá ele deverá fazer suas necessidades. É provável que nos primeiros dias ele não entenda o que você quer e saia fazendo as mesmas coisas pela casa. Você deve puní-lo toda vez que ele fizer isso, dê palmadas fortes o suficientes para doer, mas não machucar o animal.

Passado algum tempo, o cãozinho vai entender o que você quer ao levá-lo para aquele local e passará a fazer as necessidades ali. Lembre-se de recompensá-lo com carinho e até petiscos quando ele fizer a coisa certa, mas mostre-se decepcionado quando ele fizer errado.

Dicas sobre o local das necessidades
1.Deixe o animal mais à vontade posicionando o banheiro longe de entradas e saídas da casa
2.Depois de escolhido o lugar, nunca troque a posição do banheiro
3.Não olhe ou deixe outras pessoas olharem o animal enquanto ele faz as necessidades
4.Mantenha o local sempre limpo (ninguém, nem os cachorros, gostam de banheiros sujos!)
5.Sempre recompense-o ou puna-o por bons e maus atos. Um passeio também é uma forma de recompensa, os caẽs adoram!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Cuidados especiais com cães e gatos no verão



A rotina de animais de estimação como banho, tosa, horários de passeio, a alimentação e os cuidados com a saúde merecem particular atenção no período mais quente do ano.


Com a chegada do verão as temperaturas estão subindo e com elas aumenta nossa preocupação com o bem-estar dos animais domésticos. Assim como as pessoas os animais de estimação também precisam se adaptar ao calor e a umidade. Pequenas alterações na rotina garantem a saúde de cães e gatos. O médico veterinário, Marcelo Quinzani, esclarece que hirpertermia, infestações de ectoparasitas, picadas de mosquitos e pernilongos, viroses e doenças de pele são alguns dos problemas que acometem os animais nesse período.

Os cães não transpiram como nós. A respiração é a única forma de controlar o processo de refrigeração e manutenção da temperatura corpórea ideal. Por isso, quando submetidos a calor intenso ou situações de estresse os cães podem não ter condições de perder calor e entram num processo conhecido como hipertermia. “O primeiro sinal que o animal precisa de resfriamento é quando se mostra muito ofegante. No quadro de hipertermia a temperatura corporal pode atingir até 42º C, provocando vômitos, coagulação intravascular disseminada, edemas pulmonares, paradas cardíaca e até mesmo chegar ao estado de coma,” explica Quinzani.


Segundo o veterinário, os cães braquicéfalos ─ que tem o focinho curto, como os Bulldogs, Pugs, Boxers, Shitsus, Lhasas Apso, Boston entre outros, sofrem mais com as altas temperaturas devido à anatômica dificuldade de respirar e perder calor. “Por isso não devemos nunca submeter os cães a situações de intenso calor ambiental como banho e tosa, passear em horários muito quentes, ficar dentro de carros parados ou em viagem longas, e outras situações de estresse”, alerta ele. Nessa época do ano os animais devem ficar em ambiente agradável e sombreado, com água fresca disponível.”


Durante o verão também é mais comum a proliferação de pulgas e infestação por carrapatos. Nesse período os banhos devem ser menos freqüentes, pois diminuem o período de ação da maioria dos produtos usados no controle dos ectoparasitas. Neste caso, manter a pelagem do animal curta ajuda na visualização dos possíveis parasitas. “Na hora do banho é preciso observar se existe ou não a presença de parasitas, possíveis lesões por picadas, áreas avermelhadas pelo corpo ou mesmo hematomas” recomenda Quinzani. “No caso da presença de pulgas ou carrapatos deve se procurar um veterinário para fazer a indicação da aplicação dos preventivos e antiparasitários e de exames de sangue se necessário”.

Os cães também sofrem com as picadas de insetos que, além de provocar incomodo, podem transmitir doenças como a leishmaniose e dirofilariose. Quinzani ressalta que as picadas normalmente ocorrem nas regiões sem pêlos – ponta de nariz, orelhas, ao redor dos olhos e abdômen – onde é possível visualizar as lesões de picadas com coceira intensa no local.
O veterinário lembra ainda que os ferimentos dos animais nunca devem ficar expostos, porque podem atrair moscas que depositam suas larvas, provocando infecções que trazem incomodo aos animais. “Além disso, moscas depositam suas lavar em pele integra, os conhecidos bernes”, alerta. “Em todos esses casos há a possibilidade de prevenção com coleiras e sprays repelentes, com controle dos mosquitos com telas nas janelas, controle de lixo e água parada e outros resíduos ambientais que possam atrair esses insetos.”
O período de chuvas também aumenta a incidência de leptospirose, doença transmitida pela urina de ratos disseminada por enxurradas e alagamentos. Para prevenir essa virose o animal deve ser vacinado regularmente. Animais que vivem em casa devem ter cuidados redobrados, por exemplo, no caso de roedores que podem transitar em busca de restos de alimentos, rações e mesmo fezes dos animais. “Se o animal entrar em contato com águas de inundação e apresentar sintomas como febre alta, apatia, diarréia e vômitos o encaminhamento médico deve ser imediato.”
O câncer de pele é outra preocupação. Cães e gatos que têm a pele muito clara – ou rosada – quando submetidos à exposição ao Sol também podem desenvolver sarcoma, que geralmente ocorre nas áreas sem pêlo. “As maiores vítimas são os animais albinos, gatos brancos, boxers brancos ou animais que, não totalmente brancos, tenham a ponta de nariz, orelhas, o entorno dos olhos e abdômen despigmentados”, recomenda Quinzani. “Esses animais não devem tomar banhos de sol, mas se a exposição for inevitável deve-se usar filtro solar nessas áreas”.

terça-feira, 14 de junho de 2011

COMO TRATAR UM CÃO ENGASGADO

Quando um cachorro está se afogando com um corpo estranho, precisa de ajuda imediatamente. Quanto mais ele tenta respirar, mais entra em pânico. Seu objetivo nesta situação de emergência é liberar as vias aéreas sem ser mordido.
Os sinais de que o cachorro está engasgado incluem tentar limpar a boca com as patas, língua pálida ou azulada, agonia evidente ou inconsciência. Se o cachorro estiver inconsciente e você acha que há um corpo estranho, libere as vias aéreas antes de fazer ressuscitação cardiopulmonar. Se o cachorro não consegue respirar não adianta tentar a ressuscitação.
Embora possa parecer difícil, você pode ajudar um cachorro engasgado ou inconsciente seguindo as dicas básicas abaixo. Seu esforço pode salvar a vida de um cachorro.
Contenha o cão, se necessário.
Aproxime-se do cachorro lentamente, falando em um tom de voz tranqüilizador.
Desobstrua as vias aéreas.


Abra a boca do cachorro cuidadosamente, segurando a mandíbula superior com uma mão sobre o focinho.
Pressione os lábios do cão sobre os dentes superiores apertando com seu polegar em um lado e os outros dedos no outro, de maneira que os lábios do cachorro fiquem entre seus dentes e os dedos. Aperte com firmeza para forçar a boca a ficar aberta.
Se você consegue ver o objeto, tente removê-lo com seus dedos.
Se você não conseguir remover o objeto e o cachorro for pequeno o suficiente, segure ele pelas pernas traseiras, vire-o de cabeça para baixo e chacoalhe vigorosamente. Bater nas costas também pode ajudar a mover o objeto.
Se você não consegue remover o objeto e o cachorro é grande demais para ser erguido, coloque-o deitado de lado no chão. Coloque a sua mão atrás da caixa torácica e aperte para baixo e um pouco para frente, com firmeza. Solte. Repita rapidamente várias vezes até o objeto ser expelido.
Se você não conseguir retirar o objeto, leve o cachorro imediatamente ao veterinário.
Se você retirar o objeto e o cachorro ainda não estiver respirando, sinta sua pulsação colocando seus dedos 5 cm atrás do cotovelo do cachorro no meio do peito.
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Faça respiração artificial. Deite o cachorro de lado; estique a cabeça e o pescoço do cão. Mantenha a boca





e lábios fechados e assopre com força pelas narinas. Faça uma respiração de 3 a 5 s. Respire fundo e repita até sentir resistência ou ver o peito subir. Após 10 s pare. Observe o peito para ver se está se movendo, o que indica que o cachorro está respirando sozinho. Se o cachorro não estiver respirando, continue a respiração artificial. Se o coração não estiver batendo faça uma ressuscitação cardiopulmonar.







Ressuscitação cardiopulmonar para cães de até 20 kg




Deite o cachorro de costas.
Ajoelhe-se perto da cabeça do cão.
Feche suas mãos sobre o peito do cachorro com as palmas sobre cada lado do peito.
Comprima as palmas sobre o peito com firmeza contando até dois e solte contando um. Pressione moderadamente. Repita aproximadamente 60 a 90/min.
Alternativamente (após 30 s), segure a boca e lábios do cachorro fechados e assopre com força nas narinas. Assopre por 3 s, respire fundo e repita, até sentir resistência ou ver o peito do cachorro subir. Tente repetir 10 a 20/min. Como regra geral, faça cinco compressões cardíacas para cada respiração.
Pare após um minuto. Observe se há movimento do peito e sinta o batimento cardíaco colocando os dedos a 5 cm do cotovelo no meio do peito.
Se o coração não estiver batendo continue a ressuscitação cardiopulmonar.



Ressuscitação cardiopulmonar para cães com mais de 20 kg




Deite o cachorro de lado.
Coloque a palma da sua mão no meio do peito do cachorro.
Comprima contando até dois e solte contando um. É preciso pressionar com firmeza. Repita aproximadamente 60 a 90/min.
Alternativamente (após 30 s), segure a boca e lábios do cachorro fechados e assopre com força nas narinas. Assopre por três segundos, respire fundo e repita, até sentir resistência ou ver o peito do cachorro subir. Tente repetir 10 a 20/min.
Pare após um minuto. Observe o peito para ver se o cachorro está respirando e sinta o batimento cardíaco colocando os dedos meio centímetro atrás do cotovelo, no meio do peito.
Se o coração não estiver batendo, continue a ressuscitação cardiopulmonar.
Leve o cachorro imediatamente ao veterinário. A ressuscitação e a respiração devem continuar no caminho ou até o cachorro começar a respirar e o coração começar a bater sem assistência

Como tratar um gato envenenado?

Os bichanos são criaturas extremamente curiosas, xeretas e gostam muito de mexer em todas as coisas que vêem pela frente, o que às vezes, pode levar a muitos envenenamentos acidentais. Muitas vezes um gato encontra uma lata ou um frasco com alguma substância química (tóxica) e, acidentalmente ou de propósito, o derrama.


Naturalmente, o produto químico entra em seus pêlos e patas e, ao se limpar, o gato ingere a substância possivelmente tóxica. Muitos gatos que moram em áreas com outros animais peçonhentos, cabam comendo, por exemplo, sapos. Sua responsabilidade como dono de um animal é cuidar de seu gato e manter todos os produtos potencialmente tóxicos bem fechados e fora de alcance dos animais.

Alguns dos sintomas de possível envenenamento que devem ser observados incluem salivação excessiva, vômito, diarréia, dor abdominal, contração muscular, nervosismo, convulsões, coma e odor de substância química no corpo. Veja o que você pode fazer se o seu gato foi envenenado:

1º passo: se o gato está comatoso ou convulsionando, enrole-o em um cobertor e leve-o imeditamente ao veterinário com o recipiente, planta ou veneno sob suspeita;

2º passo: se o gato tiver um odor de veneno na pele, lave-o inteiramente com sabão neutro até que o odor desapareça. Os gatos continuam a lamber as áreas que contêm veneno se elas não forem limpas. Lavar a boca do animal com água limpa pode ajudar na descontaminação;

3º passo: se o gato ainda não tiver vomitado e o veneno não for um produto cáustico ou derivado de petróleo (veja a lista abaixo), induza o vômito com uma colher de sopa de peróxido de hidrogênio 3% a cada dez minutos, até que o vômito ocorra. Não exceda três doses. Se o gato resistir às suas tentativas, pare e leve-o ao veterinário imediatamente. Se o vômito não ocorrer em 30 minutos, leve-o ao veterinário com o veneno sob suspeita;

4º passo: se você perceber que é um animal peçonhento como sapo, jogue água e segue os seguintes passos.

As substâncias cáusticas incluem ácido de bateria, removedor de calos, detergente para lava-louças, desentupidor, removedor de graxa, detergente e limpador de forno. Os produtos derivados de petróleo incluem solvente de tinta, cera para pisos e solução de limpeza a seco.

Você deve estar surpreso com os ítens caseiros comuns e como eles podem ser um veneno para o seu gato. Alguns venenos caseiros comuns são bebidas alcóolicas, amônia anticongelante, água sanitária, chocolate (chocolate assado é o pior), detergentes, desinfetantes, desentupidor de canos, fluido de limpeza a seco, fertilizante, polidor de móveis, gasolina, cola, medicamentos para humanos (acetaminofeno, aspirina, bolinhas de naftalina, veneno para ratos, alho, limpadores de forno, removedor de tinta, graxa de sapato, polidor de prata e limpador de banheiro.

Algumas plantas tóxicas comuns são aloe vera, açucena, abacate, azaléia, ave-do-paraíso, copo-de-leite, mamona, planta de milho, ciclâmen, narciso silvestre, hemerocale, dieffenbáquia, lírio-da-páscoa, begônia, hera, gladíolo, holly, jacinto, hortênsia, íris, kalanchoe, noz de macadâmia, maconha, visco, narciso, filodendro, rododendro, tomateiro, tulipa, teixo e iúca.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Como tratar um gato com a pata quebrada

­O diagnóstico de patas quebradas em gatos pode ser complicado, mas é importante saber como fazê-lo porque os gatos são curiosos por natureza e podem se envolver em todo tipo de situação. Alguns sinais a se observar são: se o gato está mancando por não conseguir sustentar o peso do corpo ou eclosão súbita de dor na região da pata acompanhada de inchaço local. Além disso, devemos observar sinais de choque, como gengivas esbranquiçadas, freqüência cardíaca elevada e respiração ofegante.


Em gatos, assim como no homem, todos os ossos estão sujeitos à fratura, mas fraturas nas patas são, sem dúvida, as mais comuns. É importante lembrar que os gatos têm elevada tolerância à dor e, na maioria das vezes, uma pata fora do lugar ou quebrada não parece causar dor. Portanto, não tenha medo de manipular o membro fraturado, mas é importante ser cuidadoso. Se o seu gato estiver com a pata quebrada, veja essas dicas para o tratamento adequado:



Etapa 1: aproxime-se do gato com cuidado. Se estiver agitado ou ansioso, contenha-o se necessário.

Etapa 2: examine a pata e veja se a fratura está aberta (ferimento próximo ao ponto de fratura ou pele perfurada pelo osso) ou fechada (ausência de lesão na pele).

Etapa 3: se for fratura fechada, passe à etapa 4. Se for fratura aberta:


Etapa 3a: lave bem a ferida com água limpa, sem nenhum outro antisséptico;

Etapa 3b: proteja a ferida com pano limpo, curativo estéril ou gaze;

Etapa 3c: envolva o curativo com pedaços de pano ou outro material macio e amarre ou prenda levemente com esparadrapo apenas para mantê-lo no lugar;

Etapa 3d: não tente imobilizar a fratura. Mantenha uma toalha dobrada sob o membro não imobilizado e leve o gato ao veterinário imediatamente;

Etapa 4: se for fratura fechada:

Etapa 4a: é difícil ou mesmo impossível tentar imobilizar o membro fraturado de um gato sem a ajuda de um veterinário. O objetivo, em qualquer caso de fratura, é minimizar o movimento dos ossos quebrados;

Etapa 4b: coloque o gato em um cesto ou caixa e leve-o ao veterinário imediatamente