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sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Cão na Terceira Idade


Assim como acontece com as pessoas, os cães também envelhecem e do mesmo modo precisam de cuidados especiais para que esta passagem do tempo seja menos traumática.

Qual é a idade da terceira idade? De forma geral, chama-se de terceira idade o último terço ou quarto da expectativa média de vida do cão. Assim, esta varia de raça para raça.

Cães pequenos (até 10 kg) 9 a 13 anos
Cães médios (de 10 a 25kg) 9 a 11,5 anos
Cães grandes (de 25 a 45kg) 8 a 10,5 anos
Cães gigantes (acima de 45kg) 7,5 a 10 anos

Os sinais do envelhecimento variam muito de cão para cão e em comparação com os homens o processo é muito mais rápido, mas a grande maioria pode apresentar problemas cardíacos e/ou renais, tártaro (que pode levar à perda dos dentes); catarata (causando cegueira), surdez, diabetes, artrose e mesmo câncer, além de disfunções cognitivas relacionadas à redução da massa encefálica dos cães.

Se o envelhecimento é inevitável, os donos podem (e devem) tomar alguns cuidados para que o cão idoso tenha boa qualidade de vida. A prevenção de muitos destes males depende do dono, mesmo antes do cão ficar idoso!

Como regra número 1, nunca deixe seu cão ficar acima do peso ideal para a raça. A obesidade está relacionada a muitos distúrbios graves e pode reduzir a resistência física do cão e consequentemente sua expectativa de vida. O veterinário deve ser acionado para check-ups regulares a fim de acompanhar o desenvolvimento do cão e promover intervenções quando necessário. O segredo para isso é perceber que as necessidades calóricas do cão vão mudando com o tempo e de forma geral, cães idosos tem mais dificuldade em digerir as proteínas. Hoje há rações especiais para a terceira idade.

Depende também do dono perceber que, ao longo do tempo, o comportamento do cão em relação aos exercícios também muda, e na terceira idade o nosso amigão quer mais é ficar sossegado no seu canto. Por isso, é importante evitar atividades exageradas. Mas não deixe de levá-lo para passeios curtos e animados! Sentir-se amado é o fundamental para uma velhice digna.

O cão idoso tem maior dificuldade em adaptar-se a grandes mudanças em sua rotina, portanto, é fundamental evitar grandes inovações, que podem gerar ansiedade desnecessária no cão. É muito comum, no entanto, que o animal passe a apresentar comportamentos problemáticos, inclusive, uma aparente regressão ao estágio de filhote com dificuldades de estabelecer hábitos de higiene, etc. mais uma vez, caberá ao dono Ter paciência nesta fase, e procurar ser mais condescentes com os erros do cachorro. Broncas, gritos e castigos devem ser evitados, uma vez que não surtirão mais o mesmo efeito do que quando ele era um filhote.

Apesar do estilo "rebugento" da grande maioria, a companhia de outro cão pode ser de grande ajuda, até mesmo revigorante. Talvez seja uma boa hora para adquirir um novo filhote, mas tendo em mente que, apesar de velho, o seu cão será sempre seu e nesta fase, mais do que nunca, precisa do seu afeto.

Conforto e proteção são itens fundamentais para o cão. Procure certificar-se de que sua cama está num lugar abrigado (sem correntes de ar que podem causar distúrbios respiratórios e musculares) e longe de focos de umidade. Com a idade, o cão passa a Ter um metabolismo mais lento e portanto, a sentir mais frio. Providencie para que ele esteja sempre bem protegido do frio, com uma forração macia e/ou camada de cobertores, evitando que ele durma numa superfície dura demais, que pode causar problemas na coluna.

Outro aspecto que deve ser observado constantemente é a dentição dos cães, já que dentes infeccionados e/ou acúmulo de tártaro podem levar à absorção de toxinas e bactérias para a circulação sanguínea, além de promover a queda dos dentes e por conseqüência uma piora na qualidade da alimentação do animal.

Anote as dicas para uma velhice tranquila:

Adote desde cedo uma dieta balanceada e específica para cada idade do cão, especialmente quando este atingir a terceira idade.
Procure promover exercícios constantes mas moderados.
Procure seu veterinário para juntos estudarem uma suplementação alimentar, CASO SEJA NECESSÁRIO.
Controle periodicamente a condição dentária do seu cão e procure informar-se com seu veterinário sobre a necessidade de remoção do tártaro.
O MAIS IMPORTANTE: mantenha seu vínculo afetivo com seu cão. É esse sentimento de amor que dará mais motivação para seu amigão enfrentar mais este desafio.

Examine o seu cão


1. Cabeça

Comece examinando os olhos do seu amigão:
- devem estar claros, sem inchaço ou secreção purulenta (amarelada);
- abaixando a pálpebra inferior, a parte interna (conjuntiva) deve estar rósea. Qualquer sinal de palidez excessiva (conjuntiva branca) pode indicar anemia.
- observe manchas brancas ou embaçamento na parte escura dos olhos.



Passe para as orelhas:
- examine a parte interna, externa e as bordas;
- observe se há falhas ou crostas que podem indicar ácaros ou sarna;
- o ouvido sadio não tem secreção ou odor. Se notar cheiro fétido no ouvido do seu animal, bem como secreção amarelada ou amarronzada ao limpar com um chumaço de algodão, leve-o ao veterinário para que ele diagnostique uma possível otite.



Examine a boca (desde que seu cão ou gato seja manso):
- levante o lábio superior do animal e observe as gengivas. Elas devem estar róseas, palidez excessiva pode indicar anemia;
- a língua deve ter coloração rósea sempre. Se o seu animal apresentar a língua arroxeada (exceto os chow chows) ou azulada após exercitar-se, consulte o veterinário;
- observe se todos os dentes estão firmes e inteiros. Dentes moles ou quebrados podem causar dor ao animal;
- a presença de tártaro, placas duras e amareladas nos dentes, conferem um hálito bem desagradável ao seu amigão. Se for o caso, leve-o para uma limpeza dentária;
- podem aparecer verrugas em abundância na boca ou lábios dos animais, assim como placas brancas no interior da boca. Nesses casos, consulte o veterinário.



Atenção para o focinho:
- normalmente ele está úmido e frio;
- não deve haver secreção, a menos que o dia esteja muito quente, quando o animal pode "transpirar" pelo focinho;
- focinho seco e quente nem sempre indica febre. Se isso ocorrer, observe o animal e aguarde outros sinais como perda de apetite. No caso de febre, além do focinho, as patas e orelhas ficam muito quentes;
- focinho despigmentado (branco) exige a proteção de um filtro solar.

2. Pelagem

Examine a pelagem do seu animal com atenção:
- queda uniforme de pêlos, sem apresentar falhas, pode tratar-se de muda anual;
- observe a presença de parasitas como pulgas, carrapatos ou bernes (a pele apresenta um orifício e um nódulo abaixo dele);
- cães podem ter piolhos, parasitas que não se movem, são pequenos e acastanhados. Surgem em condições de higiene precárias em canis;
- falhas na pelagem, crostas ou ferimentos devem ser analisados pelo veterinário;
- a presença de nódulos ou verrugas grandes e/ou numerosas também merecem a atenção do veterinário.

3. Corpo

O exame de órgãos internos não é possível ao leigo. Se houver problema em qualquer órgão sempre haverá uma manifestação externa como vômitos, diarréia, excesso ou falta de urina, ingestão exagerada de água, tosse, cansaço, dor ao se movimentar ou tentar pular, "engasgo" após exercício ou excitação, etc. Se notar algum desses sinais, que perdurem por mais de 2 dias, leve seu cão ao veterinário.

- observe se o seu animal está acima do peso. Esse é um parâmetro muito subjetivo, pois aquilo que pode ser "obesidade" para o veterinário, pode não ser para o dono do animal. Se as costelas do cão estiverem aparecendo, é fácil deduzir que ele esteja abaixo do peso. Por outro lado, se o animal perder a "cintura" (curvatura da região do flanco), desconfie que ele esteja muito gordo;
- barriga inchada nem sempre é sinal de muita comida, o animal pode ter vermes;
- na região do ventre (parte inferior da barriga), note se há algum volume na cicatriz do umbigo. Cães e gatos também podem ter hérnia, principalmente os filhotes.

No caso das fêmeas, principalmente, é preciso examinar todas as tetas (cadeia mamária) em busca de nódulos, inchaços e secreções. As cadelas e gatas podem ter tumores, benignos ou não, nas glândulas mamárias. Nas fêmeas castradas antes do primeiro cio, ou até 1 ano de idade, a chance desses tumores é muito pequena. A castração é um método de prevenção.

4. Patas

Flexione e estenda os membros do seu animal suavemente:
- se ele sentir qualquer dor, que persista a um segundo exame, leve-o ao veterinário. Alguns animais detestam que mexam em suas patas. Tente diferenciar a dor do medo;
- olhe entre os dedos das patas e procure por parasitas (carrapatos) ou ferimentos;
- faça o mesmo na parte de baixo, entre as "almofadinhas" (coxins) dos pés;
- se as unhas estiverem muito compridas, leve o animal ao pet shop ou ao veterinário para apará-las.

5. Genitais

No macho, constitui-se do pênis, prepúcio (pele que recobre o pênis), testículos e bolsa escrotal (pele que reveste os testículos). Na fêmea, você observará a vulva que a porção externa da vagina.

- tanto no macho quanto na fêmea, observe a presença de secreção nos genitais. Se for abundante, procure o veterinário sem demora, principalmente, se você tiver uma fêmea acima de 7 anos;
- no macho, note se os dois testículos estão na bolsa;
- atente para a pele que reveste os testículos ("saquinho"), ela deve estar livre de irritações ou feridas;
- os 2 testículos devem apresentar o mesmo tamanho.

6. Cauda

Curto ou longo, não esqueça do rabinho do seu amigão. É em sua base que as pulgas gostam de se aglomerar causando desconforto e feridas pela coceira. Animais de cauda longa e pesada podem ter ferimentos na ponta. Chegando na cauda, o exame do seu animal estará completo!




ATENÇÃO! Esse exame básico NÃO SUBSTITUI O ATENDIMENTO VETERINÁRIO.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cães e crianças



Esta é uma parceria que tem tudo para dar certo: os cães, pelo próprio sistema de organização do mundo canino, são naturalmente propensos a proteger e cuidar das crianças, já que elas são os filhotes humanos. E os filhotes são sempre protegidos pelos membros de uma matilha. Infelizmente, há muitas histórias infelizes envolvendo estes dois personagens. Algumas delas são histórias simples, sem nenhuma gravidade; outras, porém, contam dramas horríveis de crianças atacadas cruelmente, e muitas vezes mortas, por cães.

É preciso analisar imparcialmente os vários lados desta questão para poder entendê-la, e tomar providências para evitar problemas.

Vamos começar neste mês uma série de matérias sobre o tema, já que ele envolve muitos aspectos, e seria impossível abordá-los numa só matéria de forma profunda.

Neste mês de novembro iremos abordar os pontos referentes à criação de crianças e cães na mesma casa.

É bastante comum que em casas que têm crianças também existam cães. Porém, nem sempre criar cães e crianças juntos é fácil. O problema se instala pelo fato de haver uma grande confusão entre as características e necessidades desses dois filhotes: o humano e o canino.

Mesmo quando temos uma criança crescendo junto com um cão adulto ainda podemos ver como certos pais não conseguem discriminar estas diferenças. Percebe-se claramente que tais humanos esperam que seus cães tenham o discernimento próprio aos humanos, e não vêm que eles agem segundo as regras e características próprias dos cães.

Desenvolvimento:

É bastante difundida a idéia de que cada ano canino corresponde a 7 anos humanos. Isto, no entanto, não tem qualquer valia se não sabemos de fato o que isso significa na prática. Na verdade, isto está longe de ser uma verdade tácita. A maturidade de um cão é atingida em épocas diferentes para cada raça, dependendo diretamente do porte de cada raça. Cães pequenos e minis tornam-se adultos por volta dos 12 meses de idade. Já os cães de raças tamanho grande e gigante demoram muito mais para atingir a idade adulta: algumas raças só seu pleno desenvolvimento aos 3 anos.

Portanto, enquanto com seu filhote humano você tem uns 20 anos para educá-lo, com seu filhote canino este tempo é muitíssimo reduzido. E para que você possa ter um cão adulto equilibrado é preciso colocá-lo na linha o quanto antes. Você precisa ser um líder claro, e dar limites a ele assim que ele chega à sua casa. Além do tempo limitado, os cães não têm a nossa racionalidade. O raciocínio canino tem características completamente diferentes do nosso. Para educá-lo, você precisa usar uma linguagem que ele entenda, que é diametralmente diferente da que você usará com seu filho.

Num ponto há uma grande concordância: tanto num caso como no outro é absolutamente desaconselhável fazer concessões para obter a simpatia. O que eles precisam é de alguém que zele por eles, mesmo que para isso seja preciso contrariá-los e impor muitos limites.

Nem toda mordida é uma agressão!

Este ponto deve ser abordado tanto para o cão adulto como para o filhote. São inúmeros os proprietários de cães que nos escrevem contando de mordidas que seus cães deram nas pessoas da casa. Na maioria das vezes, porém estas mordidas nada têm de agressivas.

Quando estamos tratando de um filhote, é fundamental lembrarmos que ele brinca com as crianças da casa da mesma forma que brincava com seus irmãos de ninhada. E as mordidas aí surgem naturalmente, sem nenhum contexto agressivo. Para piorar este quadro, ainda temos crianças que se deixam ser mordidas como o “preço” por brincar com o cão. Nem uma coisa, nem outra! Essas mordidas não devem ser encaradas como sinal de agressividade da parte do cão, mas nem pr isso devem ser toleradas. É preciso educar este cão a não morder, e ao mesmo tempo deve-se orientar as crianças a não se deixarem morder. Muitas vezes essas crianças falam que não se incomodam, mas isso não deve ser permitido. Toda vez que o filhote morder é preciso pressionar o dedão sobre a língua dele com bastante força. Esta pressão deve ser feita assim que ele encosta os dentes nas suas mãos. A idéia é que ele ache que ter as suas mãos dentro da boca dele seja muito desagradável, e pare com este hábito. Leia a matéria “Filhotes - Porque eles mordem?” que trata especificamente deste tema.

Outro aspecto que deve ser considerado neste quesito é o fato dos cães não terem dedos articulados, com isso, sempre que eles querem “pegar” qualquer coisa, eles usam a boca. Muitas vezes o cão quer puxar a criança para junto dele, ou mesmo levá-la a outro lugar, e ele usa o único instrumento que conhece para isso: os dentes. Mais uma vez na há qualquer agressão aqui.

Falando de cães adultos, é fundamental falarmos um pouco sobre a organização da matilha. Em qualquer matilha, todos os adultos são responsáveis pela educação e proteção dos filhotes. Quando um adulto quer reprimir um filhote – para que ele pare qualquer comportamento impróprio – ele pressiona seus dentes sobre o focinho do filhote. Esta pressão é leve, pois a intenção aqui é conter o filhote, e não machucá-lo. Quando cessa tal comportamento a mordida também acaba. Da mesma forma, podemos ter nosso cão tentando evitar que o bebê se exponha ao perigo, ou mesmo que a criança aprenda a lidar com o cão de forma mais gentil. Não é incomum que as crianças machuquem os cães quando brincam. Sendo mais desajeitados que os adultos, algumas crianças abraçam os cães de forma a sufocá-los. Outras ainda pegam-nos no colo – principalmente no caso de cães pequenos – chegando a machucá-los. Em vários casos vemos que tais cães já tentaram tudo antes de chegar à mordida, para se livrar do incômodo. Apesar desta mordida ser – na maioria das vezes – tomada como uma agressão, ela nada mais é do que o cão educando a criança. Ele está mostrando a ela que não gosta daquela atitude, e, a menos que a criança volte a incomodá-lo, ele não a machucará novamente.

É sempre importante lembrarmos que o cão age deste jeito, muitas vezes também, por estar assustado. Ao se ver sendo amassado no colo, ou ainda sufocado, ele age pelo instinto.

É preciso ter muito bom senso nesta hora. O mais comum é tratar o cão como o vilão da história, mas a coisa não é bem assim! Não se pode rotular o cão como agressivo pelo fato dele não querer ser machucado. Em linguagem clara, o cão agressivo machuca muito! Suas mordidas costumam sangrar; bem diferente da mordida que nem mesmo marca a pele.

Tão importante quando acostumar o cão à presença da criança, é ensinar a criança a respeitar o cão. Ele não é um brinquedo, e nem um saco de pancada! Se o cão não gosta de ficar no colo, a criança precisa respeitar isso. SE os pais não conseguem ter este tipo de atitude, acreditando que a criança deve ter prioridade em todas as questões, talvez seja o caso de esperar que ela cresça um pouco mais antes de ter um cão. Crianças mais velhas costuma entender mais facilmente estas regras, e são menos desajeitadas com os animais.

O maior gato do mundo

Da ponta do nariz até o último pêlo da cauda, sabe quanto mede o maior gato do mundo?
Um metro e 23 centímetros!

Conheça Stewie, o felino gigante:

O gato que ganhou o título no Guiness Book pertence Robin Hendrickson e Erik Brandsness, que moram em Reno, no estado de Nevada (EUA)

O que você ia fazer se visse um desses pulando do seu telhado?!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Giant George é o cão mais alto do mundo



George tem 1,09 m, entre a pata e o ombro!!
O posto de cão mais alto do mundo estava vazio desde o dia 7 de agosto de 2009, com a morte de Gibson, o Dogue Alemão que tinha 1,07 cm entre a pata e a cernelha (ombro). Mas hoje, 22 de fevereiro, o Guinness World Records anunciou o novo ocupante da posição: Giant George, também Dogue Alemão, que vive em Tucson, no Arizona (EUA).

Após visitas de representantes e muita fita métrica, o Guinness finalmente oficializou o nome do cachorrão. George tem dois centímetros a mais que o falecido Gibson, com 1,09 cm da pata ao ombro, 111 kg, 2,2 m da ponta do focinho a ponta do rabo, e consome 50 kg de ração por mês para manter o corpinho.

Guinness World Record oficializa Giant George como o cão mais alto do mundo
confirmar o título a George, o Guinness espera que mais pessoas participem, tirando medidas ou examinando melhor seus pets.

E o Guinness World Records anuncia que está à procura de novos recordes para as seguintes categorias no segmento de animais: as menores orelhas de cachorros, o cão mais velho, o menor cão e o gato mais velho.

“Esta foi uma disputa acirrada. E após alguma controvérsia e conflitos entre dados que saíram na imprensa, nós decidimos enviar nossos próprios juízes para verificar as medidas e colocar um ponto final nessa história. Nós, com certeza, podemos afirmar que George é o cão mais alto do mundo”, declarou Craig Glenday, editor chefe do Guinness World Records.

Fiquem atentos as doenças que o seu cão ou seu gato podem ter!!


Parvovirose Canina: É uma enfermidade infecciosa altamente disseminada, e caracteriza-se por uma severa diarréia hemorrágica e desidratação, podendo variar de intensidade de acordo com a idade do animal. É muito perigosa quando acomete filhote podendo levar a morte.

Cinomose Canina: É uma enfermidade contagiosa que na fase nervosa apresenta em alguns caso queda do posterior do animal, e sendo freqüentemente fatal.

Coronavirose Canina: É uma enfermidade que causa uma infecção intestinal, altamente contagiosa caracterizada por Vômitos e diarréia em cães de todas as idades. Para filhotes a desidratação pode ser muito perigosa.

Adenovirus Canino Tipo 1 e Tipo 2: Causa a hepatite infecciosa e infecção respiratória respectivamente. A hepatite causada pelo Adenovirus Tipo 1 pode provocar lesões severas nos rins até a morte do animal. A Adenovirus Tipo 2 é um dos agentes causadores da tosse dos canis.

Leptospirose Canina: É uma infecção bacteriana que pode produzir lesões permanentes nos rins. Esta doença é facilmente transmitida para outros animais e para o homem.

Parainfluenza Canina: É outro agente causador da tosse dos canis. Embora a Parainfluenza freqüentemente produza infecção respiratória moderada em cães saudáveis, o quadro pode se tornar severo quando a infecção ocorre em filhotes ou animais debilitados.

Raiva: É uma das doenças mais conhecidas e perigosa do mundo. Ë quase sempre fatal. O vírus ataca o sistema nervoso central dos animais. A Raiva é transmitida para humanos quando mordidos por animais doentes.

Panleucopnia Felina: É uma das enfermidades mais comuns em gatos e extremamente contagiosa. Apresenta como principais características a febre, perda de apetite, vômitos e diarréia. A Panleucopenia Felina apresenta alta taxa de mortalidade quando acomete filhotes.

Rinotraqueite Felina: É uma enfermidade respiratória altamente contagiosa. Caracteriza-se por espirros, perda de apetite, febre e inflamação nos olhos dos gatos.

Calicivirose Felina: É uma enfermidade respiratória, que freqüentemente aparece simultaneamente com a Rinotraqueite Felina, os sintomas são semelhante a Rinotraqueite e podendo aparecer ulceras na língua.

Peritonite Infecciosa Felina: Doença dos gatos provocada pelo vírus da FIP ( Peritonite Infecciosa ). O diagnóstico clínico mais comum e dado pelo acúmulo de fluidos dentro da cavidade peritoneal.

Leucemia Felina: É uma doença viral que pode se apresentar de diversas formas. Alguns gatos tem infecções transientes com poucas manifestações clínicas, outras tem infecções persistentes variando a severidade e podendo vir a ser fatal.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Achei um gatinho bebê, o que devo fazer?



Infelizmente a crueldade em tirar da mãe filhotes muito pequenos, bebês incapazes de sobreviver sozinhos, é coisa comum de acontecer.
Por incrível que pareça, alguns humanos acham “uma maldade castrar seus animais”, mas não vêem maldade em abandonar à própria sorte ou até mesmo sacrificar, filhotes que não desejam.
Por isso tantas pessoas encontram bebês gatos nas ruas.

Se isso acontecer, antes de tudo, não entre em pânico.
Se você dispõe de paciência, tempo, amor e determinação, você está apto a realizar esta trabalhosa tarefa. E acredite, a recompensa pelo trabalho no final é imensa.

É trabalhoso sim, mas o período mais difícil, trinta dias iniciais de vida, é bem curto.

Se você encontrou um bebê gato, a primeira coisa a fazer é levá-lo a um veterinário assim que for possível. Ele irá examiná-lo, ver seu estado de saúde, calcular sua idade e orientar você a respeito dos cuidados, vacinas, etc.

Se notar que o gatinho está muito desidratado, não responde a estímulos, debilitado por não se alimentar há muito tempo, você pode dar Pedialyte sem sabor, que se compra em qualquer farmácia, ou passar glucose de milho (Karo) na sua gengiva para elevar o nível de açúcar no sangue. Com isso você ganhará um tempo precioso para conseguir chegar ao veterinário mais próximo.

Se você já tiver outros gatos em casa, o gatinho deverá ficar de quarentena. Isso evitará que ele passe, caso tenha, alguma doença para os gatos já existentes.

A separação também evitará acidentes, já que ele é pequeno e indefeso. Os mais velhos podem considerá-lo uma ameaça, um estranho que invadiu seu território. É necessário um tempo de exposição lento e gradual, sob supervisão, para que se acostumem uns aos outros. Mas não nessa fase do pequeno.

Providencie uma caixa de papelão forte. Se estiver em época de frio, forre com bastante jornal, toalhas velhas mas macias, cobertores velhos, etc. para deixá-lo aquecido. Isso é muito importante. O frio pode matar um filhote em pouco tempo. Se no lugar onde você mora faz muito frio, será necessário algum tipo de aquecimento, como uma bolsa de água quente colocada debaixo de toalhas. Mas por favor CUIDADO, não é para assar os pequenos, mas sim aquecê-los. Cuidado com a temperatura. Calor em excesso também pode ser fatal.

A caixa dos gatinhos deve ficar em local protegido de correntes de ar, calmo e com pouco barulho. Você pode colocar uma tolha por cima da caixa, deixando, é claro, uma abertura para a passagem e renovação de ar. A tolha manterá a caixa aquecida e no escuro, ajudando os pequenos a dormir.

Se você tiver algum bichinho de pelúcia ou algodão, lavável, pode colocá-lo na caixa. Assim eles terão a sensação de estarem com a mãe e ficarão mais tranqüilos.

Procure num bom Pet Shop por leite em pó específico para gatos e mamadeira. Em caso de emergência, até conseguir comprar o necessário, você pode improvisar com conta-gotas ou mesmo pequenas mamadeiras para bebês (chucas) tomarem chá ou remédio. Use leite para bebês, como o Nanon ou mesmo leite de vaca, mas isso por muito pouco tempo, já que esses tipos de leite causam diarréia.
Se onde você está não existe leite para gatinhos, você pode utilizar uma receita especial de suscedâneo:

Receita do Suscedâneo:

1 litro de leite Integral
2 gemas
2 colheres de sopa de creme de leite
1 colher sopa de açúcar
1 pitada de sal

Modo de Preparo: Bata as gemas, acrescente o leite e coloque a ferver.
Quando estiver fervendo, coloque os demais ingredientes. Deixe esfriar.
Dar a mamadeira a filhotes tão pequenos pode ser um grande desafio. Mas tenha calma e paciência. É tudo uma questão de tempo, prática e adequação para ambas as partes.

O importante é que o filhote se sinta estimulado a mamar. No início não vai ser fácil, já que ele não irá reconhecer naquela coisa de borracha as tetas de sua mãe. Mas a fome e o instinto de sobrevivência sempre falam mais alto. Para que ele não desista de sugar o bico da mamadeira, o tamanho do furo é muito importante. Se for muito pequeno ele se cansará logo e desistirá de mamar. Mas também não pode ser tão grande que ele se engasgue.

Se o gatinho se recusar a mamar, tente mudar a posição da mamadeira, do bico na boca, mude a posição do gatinho, até descobrir a forma que dá mais certo. A minha Docinho só mamava de barriga pra cima, em qualquer outra posição ela se recusava a mamar.

Se depois de tudo, ele continuar a se recusar, procure a ajuda de um veterinário.

Fique atento à quantidade que o gatinho mama e se perde peso. Eles devem mamar com intervalos regulares, que vão se espaçando a medida que crescem. Com 4 semanas, época do desmame, eles mamam apenas 2 vezes ao dia, já que comem papinha além da mamadeira.

Com 3 semanas você pode iniciar o processo de desmame. Geralmente não é difícil e os pequenos gostam de experimentar novos sabores. Acrescente ao leite, um pouco de sopa de bebê, batida no liquidificador.

Essa sopa é feita com legumes variados, carne branca de frango, um cereal (arroz, aveia, ou outro), um pouquinho de sal. Deixar cozinhar bem e depois de frio bater no liquidificador até ficar homogêneo. Ofereça morna.

Com 4 semanas ofereça a sopinha num pires, em pouca quantidade. Eles vão se sujar, mas estão aprendendo a comer sozinhos, e isso é ótimo pra você!

Após a festa, limpe-os com pano úmido em água morna, seque-os bem para que não sintam frio.

Outro ponto importante é a higiene. Você certamente não irá gostar, mas terá que substituir a mãe nessa tarefa também. Quando muito pequenos, os gatinhos só evacuam e urinam quando estimulados pelas lambidas da mãe, quando esta os lava após as mamadas. Calma, você não precisa lambê-los! Um algodão embebido em um pouquinho de água filtrada morna já faz o serviço. Aproveite para limpá-los de resíduos de leite, fezes e urina, para que o local onde dormem e passam todo o tempo esteja sempre limpinho. Troque regularmente toalhas, jornais, etc.

Até abrirem os olhos, por volta de 10 dias, os gatinhos costumam produzir muito pouca fezes. Mas se não fizerem nada por mais do que dois dias, procure a ajuda do veterinário.

Com 3 semanas de idade, você pode fazer aos pequenos a primeira apresentação a uma caixa sanitária. Utilize uma caixa baixa e pequena, coloque um pouco de granulado sanitário e deixe que explorem a caixa. Se puder coloque um pouquinho das “necessidades” na caixa, isso irá ajudar na aprendizagem. O instinto de enterrar na areia é natural e não precisa ser ensinado.

O período de 2 a 7 semanas é muito importante para a socialização. O contato positivo com humanos diferentes nessa fase, fará com que o gato cresça amistoso.

 

Como evitar mordidas de cães


Este é um assunto muito sério! Uma mordida de cão pode vir a causar ferimentos graves, além de poder gerar infecções e, em determinados casos, pode até ser fatal. Sendo assim, transmitir informações sobre este assunto é muito importante e as recomendações podem fazer diferença em uma situação de perigo.

No entanto, antes de saber como evitar este problema, vamos entender um pouco algumas das diversas situações que podem levar o cão a morder. E um dos principais motivos é o medo. Cães com medo podem ser agressivos se não enxergarem alternativas, ou quando se sentem intimidados e encurralados. Por isso, tentar tirar aquele cachorro que se escondeu debaixo do sofá, por exemplo, pode ser arriscado. Separar uma briga entre cachorros ou mexer com um cão que está agressivo também pode ser perigoso. Os cães nesta situação vão reagir a toques e podemos tomar uma mordida sem querer quando tentamos intervir. Existem outros casos, como cachorros que reagem com agressividade quando são contrariados ou quando tentamos dar uma bronca e por último pode ocorrer uma situação totalmente passiva, quando um cachorro vem nos atacar sem motivo aparente para nós.

Para cada uma destas situações, podemos adotar posturas que podem prevenir um acidente. Vamos entender ponto a ponto:

• Cães medrosos: O cão poderá atacar se estiver em uma situação na qual está inseguro e, normalmente, não vê uma alternativa de fuga. Para evitar acidentes, devemos respeitar o cão e entender a situação como um todo, e tentar identificar os motivos que geram o medo e trabalhar para que o animal perceba a situação de uma maneira diferente. Por exemplo: um cachorro que reage com agressividade quando um estranho se aproxima para fazer carinho. Este cão está inseguro nesta situação, então devemos tornar o momento o mais agradável possível, fazendo associações positivas nessas aproximações. Isso tudo, de uma maneira controlada e gradual, para que o cachorro comece a, inclusive, se interessar em carinhos de pessoas estranhas, pois ele será muito recompensado neste momento com petiscos e a atenção do dono. Forçar a situação não resolve e, ainda por cima, pode piorar o problema. É um treino que requer paciência e dedicação, sempre preservando a vontade do animal. Se o cão quiser ficar na dele, quieto, não insista com uma aproximação forçada.

• Cães brigando: Quando um cão está querendo atacar outro individuo, ou já está no meio de uma briga e tentamos colocar nossa mão ou corpo no meio, estamos sujeitos a uma mordida por um reflexo ou por um redirecionamento. Um animal descontrolado nesta situação é muito perigoso, dependendo do porte do cachorro. Apartar brigas de cães é muito complicado em determinados casos, e iremos assumir um risco se desejarmos intervir. Uma dica geral para minimizar a possibilidade de tomarmos uma mordida, mas que mesmo assim pode não funcionar, é separar os animais segurando pelas patas traseiras, levantar o cão e arrastá-lo para longe do outro. Isso faz com que eles percam o equilíbrio, soltando o adversário e ficando em uma posição complicada para conseguir reagir e nos morder. Mesmo assim, isso pode não ser suficiente para conseguir separar a briga. Nestes casos, o dono pode causar um susto com um jato de extintor de CO2, que não traz riscos a saúde do cão. É muito importante sempre prezar pela segurança do animal e do dono. Por isso, em casos de agressividade ter a ajuda de um profissional para trabalhar o problema de comportamento é o ideal.

E lembrem-se: cães sociabilizados desde filhotes e adestrados tendem a não desenvolver este tipo de problema. Por isso, a prevenção é sempre o melhor remédio!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Curiosidades Felinas e Caninas


Óculos escuro para cães: exagero ou necessidade?

Muita gente, quando vê um cão de óculos escuro, logo pensa: “esse é cachorrinho de madame!”. O acessório é encarado por algumas pessoas como futilidade, mas é importante esclarecer que, em algumas situações, é bastante útil: ajuda a proteger os olhos do animal do sol e da luz, principalmente dos cães de pêlo curto. Cachorros que andam de moto, ou costumam passear em dunas de areia com seus donos, devem usar o adereço para evitar que pequenas partículas afetem os olhos do bicho. E o que os olhos não vêem, a pele sente. Sempre que sair para passear com seu cão em dias de muito sol, passe protetor solar no focinho e nas partes mais claras do corpo, como a barriga.

Beijar na boca do pet faz mal?

Muitos donos de cães curtem beijar a boca do bicho de estimação. Alguns acreditam que a boca do cão é mais limpa do que a dos humanos, outros acham que é uma super demonstração de carinho, e também têm aqueles que dizem “Credo... que nojo”! O que poucos sabem é que, pela saliva, os cães podem transmitir doenças ao homem e vive-versa. A saliva do cachorro pode transportar bactérias, vermes e fungos; e a do homem pode transmitir vírus, como o da herpes, e até passar o famoso “sapinho”. Ou seja, a prática de beijar os pets na boca pode ser prejudicial para a saúde de ambos.

Por que os cachorros ficam dando voltas antes de deitar?

É um comportamento herdado de seus ancestrais. Os lobos tinham o hábito de dar voltas pra checar o solo ou a grama, uma boa maneira de se prevenir de espinhos ou de qualquer outra coisa que pudesse machucá-los... Além disso, essas “voltinhas” serviam também como estratégia de sobrevivência! Era uma forma de verificar a direção do vento, para deitar numa posição que permitisse perceber a aproximação de algum predador pela retaguarda ou sentir o cheiro do animal que tentasse atacar pela frente.

Os cães ouvem melhor que os humanos?

Sim, eles conseguem ouvir um som a uma distância quatro vezes maior do que somos capazes. Além disso, com a ajuda de suas orelhas direcionáveis, eles conseguem captar com precisão a direção da origem do som em apenas seis centésimos de segundo. Os cães captam sons além da nossa freqüência. Os humanos ouvem freqüências entre 16 e 20.000 Hz, enquanto os cachorros podem ouvir entre 10 e 40.000 Hz.

Por que os cães querem cheirar tudo que encontram pela frente?

O sistema de olfato dos cães é muito melhor que o nosso. É uma espécie de fonte de informação para eles. Os cachorros possuem cerca de 200 milhões de receptores para odores, enquanto os humanos possuem apenas 5 milhões. Por isso, eles são capazes de identificar odores que nós não percebemos. Eles conseguem, por exemplo, seguir os rastros de cheiro de pessoas após vários dias.

Movimentos Felinos


O gato é um animal de movimentos harmoniosos e ágeis, possui passos suaves e unhas retracteis que tornam os seus passos silenciosos. Quando perseguido ou assustado, pode deslocar-se rapidamente por meio de uma série de saltos que o põem fora de perigo.

Mas, em terreno plano a sua corrida é mais lenta que a do cão. E é por esta razão que ele tenta subir em árvores ou escalar muros com a ajuda de suas garras.

Qualquer que seja a maneira que o gato caía, ele consegue aterrar sobre as patas, graças ao seu sentido de equilíbrio, que permitem que ele se contorça no ar.

Embora gatos sejam trepadores bastante eficientes, algumas vezes eles caem e, quando isto acontece, entra em acção um mecanismo bastante interessante, que faz com que seu corpo se endireite rapidamente.

Quando começa a cair, com o corpo virado para baixo, inicia-se uma reacção automática na cabeça e no rabo do gato. Inicialmente, a cabeça gira até ficar de frente para o chão.

Imediatamente as patas dianteiras colocam-se perto do focinho, para protege-la do impacto. Uma fracção de segundo depois, a parte superior da espinha é alinhada com a cabeça. As patas dianteiras esticam-se preparando-se para aterrar.

O gato então torce a parte traseira de modo a alinha-la com a frente do corpo. Finalmente, quando está próximo do chão, o gato estica todas as quatro patas em direcção ao chão e arqueia as costas, de modo a reduzir a força do impacto. É interessante notar que, durante todo o movimento, o rabo está erecto e girando como um propulsor, ajudando a equilibrar o corpo.

Se a queda for muito baixa ele não tem tempo de se virar, por isso é espantoso como alguns gatos que caíram de andares elevados e sobreviveram apenas com alguns ferimentos.

domingo, 24 de abril de 2011

O blog como cães e gatos fez para todos os visitantes e seguidores uma homenagem e uma feliz páscoa

Era Jesus um lindo menino de nove anos, que além de ser muito bonito fisicamente, era também muito bonito espiritualmente.
À volta de sua cabeça, resplandecia uma luz branco-azulada de muito brilho.
Suas pequeninas mãos e seus pés eram delicados e seus olhos profundos e bondosos conquistavam todos quantos dele se aproximavam.







Nas brincadeiras de rua com os coleguinhas, era sempre gentil e usava as palavrinhas "mágicas" : obrigado, faça o favor, com licença, boa tarde, vá com Deus...
Nunca dizia qualquer palavra desagradável ou deselegante, sabia ser agradável e amigo sincero.









Companheiro dos pais , sempre passeavam juntos: Maria, José e Jesus.
Iam ao templo para as orações.
Era um prazer ver a sagrada família: Mamãe, Papai e o Filhinho.











José era carpinteiro e sempre que podia, procurava transmitir a Jesus todos os conhecimentos que possuía, especialmente da sua profissão: José fazia uma cadeira e Jesus fazia uma cadeirinha, José fazia uma mesa, Jesus fazia uma mesinha...
À tarde, quando as tarefas terminavam, Jesus recolhia as pequeninas sobras de madeira do chão para as brincadeiras de todo dia.
Enquanto isso, Maria, sua mãe, com fios de linha, formava novelos para fazer as roupas de casa e ficava encantada com seu filhinho tão lindo e tão bom.
Agradecia a Deus por isso.



"Jesus no Templo com os doutores"

Com pouco mais de nove anos, Jesus acompanhou seus pais a uma festa religiosa em Jerusalém. Entre a multidão de pessoas, perdeu-se de Maria e José.
Procuraram por ele todo o dia e foram encontrá-lo no templo, depois de terminadas as cerimônias religiosas.
Ali estava Jesus menino com todos os sábios e doutores da lei.
Eles estavam atônitos com os conhecimentos de tal criança que sabia tanto sobre Filosofia, Ciência e Religião.
Jesus conhecia de tudo.
Falava dos astros, do céu e das ciências da Terra com tanta sabedoria e tal precisão, que os velhos de barbas brancas arregalavam os olhos e diziam uns para os outros:
- "Mas de onde vem esse menino tão inteligente e sábio?"
Quando seus pais o encontraram, levaram-no para casa.
O tempo foi passando e Jesus tornou-se um jovem muito querido por todos.


Um dia, Jesus foi com sua mãe a uma festa de casamento; no meio da festa, Maria disse a Jesus:
- "Filho, não há mais vinho para os convidados."
Jesus mandou que os criados enchessem as jarras com água e então colocou sobre elas sua mão e as abençoou: a água se transformou e os convidados puderam saborear o mais gostoso e melhor vinho, como nunca houvera na região. Foi esse chamado o seu primeiro "milagre".
Jesus sabia lidar com os elementos da natureza e, atendendo à sua vontade, os elementos químicos transformavam-se segundo as suas ordens.



Jesus retirou-se para junto do mar, bem longe da cidade, para orar e a multidão o acompanhou.
Era quase meia noite e os discípulos pediram a Jesus que mandasse o povo embora, pois não tinham comida para alimentar a todos.
Jesus então juntou uns pedaços de pão que sobraram em um dos cestos e, abençoando-os mandou que os discípulos distribuíssem entre as pessoas que ali estavam; mais de cinco mil pessoas foram alimentadas.
Quem é que sabe fazer essas coisas?
Só mesmo Jesus...

Já que falamos dos discípulos, vamos dizer os nomes deles e como Jesus os buscou: Pedro, André, Tiago e João eram pescadores.
Mateus era coletor de impostos. Felipe e Bartolomeu, Thomé, Tiago ( filho de Alfeu ), Tadeo, Simão e Judas Iscariotes. Eram doze ao todo.
Eram grandes companheiros de Jesus, de quem receberam poderes para curar e ensinar.





Jesus era grande amigo das crianças e os pais levavam os filhos para que ele os abençoasse.
Os discípulos achavam que as crianças atrapalhavam e mandavam-nas embora. Mas "Jesus dizia: "Deixai vir a mim as crianças, porque delas é o reino dos céus".
Dizia ainda: - "Aquele não receber o reino de Deus como uma criança, jamais entrará nele". Gostava de aninhar os pequeninos no seu colo, contava-lhes histórias e atendia a todas as crianças com um sorriso amável.


Uma vez, uma mãe aflita procurou Jesus para que seu filho, ainda pequeno, fosse curado.
Dizia a pobre mulher que seu filhinho um dia caía na água, outra vez no fogo ou nas correntezas de um rio ou ainda nas profundidades de um precipício. Outras vezes era tomado de espíritos infelizes que o derrubavam no chão e o maltratavam.
Jesus, orando, chamando a si o menino, tocou-o com as mãos e expulsou dele os espíritos sofredores. O menino ficou curado.



Jesus sempre ia ao jardim das oliveiras para orar. Era o seu recanto predileto. A paz, a natureza, o oxigênio, das plantas, a quietude do lugar, ali lhe permitiam entrar em comunhão com Deus. Pedia forças para poder ser um bom Mestre.
Pedia a Deus a proteção para os viventes da Terra.





Mas as pessoas daquele tempo eram criaturas de pouca evolução e por isso maldosas e muito imperfeitas. E tudo o que Jesus dizia ou fazia escandalizava-as, principalmente aos sacerdotes e aos principais homens de Jerusalém, pois tudo para eles vinha de encontro aos interesses materiais. Jesus pregava a grandeza de espírito, a vida espiritual e o desapego às coisas materiais, o amor ao próximo.
Por exemplo, eles gostavam das aparências, eram apegados à letra, enquanto eles consideravam o Sábado sagrado, Jesus curava nesse dia; Jesus atendeu a pecadora que em lágrimas procurou-o e lhe disse: - "Quem não tiver nenhum pecado, que atire a primeira pedra".
Eles eram orgulhosos, injustos e ignorantes.
Mas o povo simples gostava dele. Os simples de coração, as criancinhas, os doentes, os atormentados e sofredores.
No Domingo antes da Páscoa, Jesus entrou triunfante em Jerusalém e o povo cobriu o caminho de tapetes e flores.
Jesus, montado em um jumento, atravessou as ruas de Jerusalém sob a alegria e satisfação do povo que o amava.

Jesus dizia aos seus discípulos que voltaria à vida, mostrando-se a seus amigos.
E isto realmente aconteceu.
Muitas pessoas viram Jesus envolvido em uma nuvem que foi subindo, subindo para o céu.
Antes de sua partida ele disse que gostaria que todos fossem morar com ele. Prometeu que guardaria um lugar para cada um bem pertinho dele.





Pediu entretanto para seus discípulos que continuassem em sua obra na bendita seara do bem. Pediu também que progredíssemos na estrada evolutiva e subíssemos todos os degraus da perfeição, ajudando-nos uns aos outros e amando-nos como ele nos amou.
A Páscoa significa ou quer dizer: Jesus voltando para a vida espiritual e eterna _ a verdadeira Vida!
E nós ficamos contentes e com bastante esperança em podermos confiar em Jesus, o nosso Mestre

sábado, 23 de abril de 2011

Massageou seu gato hoje?


Massagear o gato é uma prática que traz benefícios para ele e para o dono

Este é um procedimento que recomendo para todo dono de gato! A massagem presenteia o felino com momentos de prazer e de relaxamento.

Confiança e carinho
Durante a massagem, o gato associa o prazer que está sentindo com a presença, o cheiro e a voz do proprietário. Com o tempo, vai se deixando tocar em mais lugares, à medida que percebe não correr risco. Isso faz o gato confiar cada vez mais no dono e gostar cada vez mais dele.

Estresse e relaxamento
Uma massagem mais profunda é capaz de provocar um relaxamento ainda maior do que um simples carinho superficial. Mas, se o gato não estiver acostumado a esse tipo de interação, o efeito pode ser oposto, estressando-o ainda mais. Em situações tensas, portanto, só lance mão da massagem depois de o gato estar habituado a ser manipulado.

Incômodos e dores
Nossos bichos, infelizmente, não conseguem nos comunicar quando sentem dor. Para detectá-la, precisamos perceber sintomas como parar de comer, impaciência, agitação e, em alguns casos, agressividade.

Com os gatos essa percepção pode ser especialmente difícil, pois, instintivamente, eles disfarçam a dor e o desconforto para não mostrar fraqueza. O motivo é que ficam em situação de risco na natureza se os adversários perceberem que não estão bem ou que se encontram feridos.

Uma das técnicas dos médicos-veterinários para descobrir se o gato está sentindo dor é apalpá-lo. Ao ser pressionado no local dolorido, o gato tem reações que permitem saber da existência de problema e em qual região do corpo isso ocorre.

A limitação dessa técnica é não funcionar bem quando o gato está assustado, exatamente o que se espera que aconteça quando ele é apalpado por um desconhecido, fora de seu território.

Por meio de massagens diárias, podemos acostumar o gato à manipulação. Assim, será mais fácil submetê-lo a futuros exames. O proprietário conhecerá profundamente o corpo do gato, as reações típicas dele e os pontos mais sensíveis. Com essas informações, será possível dar uma importante ajuda ao médico-veterinário. O dono terá condições de fazer uma descrição precisa dos locais do corpo que, quando pressionados, fazem o gato reagir com sinais de dor. Também é esperado que o gato aceite com menos tensão o exame clínico do veterinário, pois estará acostumado a ser apalpado.

Como fazer a massagem
Existem várias técnicas para massagear gatos, descritas em livros, sites e DVDs, algumas, inclusive, patenteadas. Portanto, para quem quiser ir mais a fundo, há bastante conteúdo disponível por aí.

Mas não é preciso ser um expert para começar a usufruir os diversos benefícios da massagem animal. Seguindo algumas dicas gerais, você poderá praticar hoje mesmo em seu gato.

Tipo de massagem
Ao fazer carinho no gato, coloque um pouco mais de pressão nas mãos. Tente sentir o corpo do felino por baixo da pele - músculos, ossos e articulações. Concentre-se como se quisesse descobrir cada pedacinho dele, sem deixar despercebida qualquer parte do corpo.

Tempo, local e posição
É importante que o momento da massagem seja prazeroso, tanto para você quanto para o gato. Respeite, portanto, os limites dele. Aos poucos, ele aprenderá a relaxar e a confiar cada vez mais em você ao ser massageado.

Forçar o gato a aceitar uma massagem mais prolongada do que está disposto a aceitar ou querer que ele continue deitado contra a vontade costumam ser iniciativas contraproducentes. Não há problema se, no início, for preciso dividir a massagem em várias sessões, até conseguir que o gato seja massageado por inteiro.

Regiões sensíveis ou doloridas
Nunca inicie a massagem em uma parte do corpo que possa estar dolorida. Tome também muito cuidado ao manipular uma região sensível. Não é intuito da massagem causar dor, e sim prazer e relaxamento.

Se perceber que o gato está se sentindo incomodado ou se houver possibilidade de machucá-lo, não exagere na pressão. Procure conhecer até que limite ele a aceita tranquilamente. No futuro, uma mudança nesse limite poderá indicar um problema de saúde.

Quando começam a receber carinho ou a ser massageados, os gatos não costumam permitir que a região do abdômen seja tocada. Nesse caso, evita-se massagear a barriga do felino até que ele fique totalmente relaxado ao ser manipulado. Muitos donos só conseguem fazer isso depois de massagear o gato por meses.

Como denunciar maus tratos não deixe impune

O papel institucional do Ministério Público:

Lei Federal 7.804 – Lei Federal 6.938 / 81: definem que o MP da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal por danos causados ao meio ambiente. Assim, cabe ao MP, na condição de substituto processual da sociedade, a função institucional de promover o inquérito civil e a ação civil pública, para proteção do patrimônio público e social , do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. É função do MP a proteção da fauna e, conseqüentemente, dos animais abandonados, apreendidos e sacrificados pelos CCZs.

Abandono e maus tratos :
As Associações de bairro representam uma força associativa que pode provocar as autoridades na tomada de atitudes concretas em prol da comunidade. Com o advento da Lei 7.347, de 24/07/85, essas associações, qualificadas como entidades de função pública, podem ingressar em juízo na proteção dos bens públicos para preservar a qualidade de vida, inclusive com mandado de segurança ( Constituição Federal, art. 5º,, LXX, “b” ) e a fauna é um patrimônio público. Portanto, se o seu bairro estiver organizado em Associação, procure –a e peça que alguém o acompanhe até a delegacia ou ao Fórum mais próximo
Exemplo de maus -tratos:
- Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar;
- Manter preso permanentemente em correntes;
- Manter em locais pequenos e anti-higiênico;
- Não abrigar do sol, da chuva e do frio;
- Deixar sem ventilação ou luz solar;
- Não dar água e comida diariamente;
- Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;
- Obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força;
- Capturar animais silvestres;
- Utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse;
- Promover violência como rinhas de galo, farra-do-boi etc.. Outros exemplos estão descritos no Decreto Lei 24.645/1934, de Getúlio Vargas.

Como denunciar:
Não tenha medo de denunciar. Você figura apenas como testemunha do caso. Quem denuncia, na prática, é o Estado. É extremamente importante processar o infrator, para que ele passe a ter maus antecedentes junto à Justiça.
01) Certifique-se que a denúncia é verdadeira. Falsa denúncia é crime conforme artigo 340 do Código Penal Brasileiro.

02) Tendo certeza que a denúncia procede, tente enquadrar o “crime” em uma das leis de crimes ambientais.

03) Neste momento, você pode elaborar uma carta explicando a infração ao próprio infrator e dando um prazo para que a situação seja regularizada. Se for situação flagrante ou emergência chame o 190. O que deve conter a carta: – A data e o local do fato- Relato do que você presenciou – O nº da lei e o inciso que descreva a infração- Prazo para que seja providenciada a mudança no tratamento do animal, sob pena de você ir à delegacia para denunciar a pessoa responsável- Modelo de Carta

04) Ao discar para o 190 diga exatamente: – Meu nome é “XXXXX” e eu preciso de uma viatura no endereço “XXXXX” porque está ocorrendo um crime neste exato momento. Provavelmente você será questionado sobre detalhes do crime, diga: – Trata-se de um crime ambiental, pois “um(a) senhor(a)” está infringindo a lei “XXXXX” e é necessária a presença de uma viatura com urgência.

05) Sua próxima preocupação é com a preservação das provas e envolvidos. Se possível não seja notado até a chegada da polícia, pois um flagrante tem muito mais validade perante processos judiciais.

06) Ao chegar a viatura, apresente-se com calma e muita educação. Lembre- se: o Policial está acostumado a lidar com crimes muito graves e não deve estar familiarizado sobre as leis ambientais e de crimes contra animais.

07) Neste momento você deverá esclarecer ao policial como ficou sabendo dos fatos (denúncia anônima ou não), citar qual lei o(a) senhor(a) está infringindo e entregar uma cópia da lei ao policial.

08) Após isso, seu papel é atuar junto ao policial e conduzir todos à delegacia mais próxima para a elaboração do TC (Termo Circunstanciado).

09) Ao chegar à delegacia apresente-se calma e educadamente ao Delegado. Lembre-se: O Delegado de Polícia está acostumado a lidar com crimes muito graves e não deve estar familiarizado sobre as leis ambientais e de crimes contra animais.

10) Conte detalhadamente tudo o que aconteceu, como ficou sabendo, o que você averiguou pessoalmente, a chegada da viatura e o desenrolar dos fatos até aquele momento. Cite a(s) lei(s) infringida(s) e entregue uma cópia ao Delegado (Isso é muito importante).

11) No caso de animais mortos ou provas materiais é necessário encaminhar para algum Hospital Veterinário ou Instituto Responsável e solicitar laudo técnico sobre a causa da morte, por exemplo. Peça isso ao Delegado durante a elaboração do TC.

12) Todo esse procedimento pode levar horas na delegacia. Mas é o primeiro passo para a aplicação das leis e depende exclusivamente da sociedade. Depende de nós!

13) Nunca esqueça de andar com cópias das leis (imprima várias cópias). Consulte no link “ Legislação”

14) Siga exatamente esse roteiro ao chamar uma viatura e tenha certeza que o assunto será devidamente encaminhado.

Lembre-se:

01) Fotografe e/ou filme os animais vítimas de maus-tratos. Provas e documentos são fundamentais para combater transgressões.

02) Obtenha o maior número de informações possíveis para identificar o agressor: nome completo, profissão, endereço residencial ou do trabalho.

03) Em caso de atropelamento ou abandono, anote a placa do carro para identificação no Detran.

04) Peça sempre cópia ou número do TC e acompanhe o processo

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Festa para Cães e Gatos

Muitos donos de Cães e Gatos gostam de comemorar o aniversário de seu estimado amigo, hoje em dia algo normal em meio ao mundo cada um com a sua criatividade de fazer um bolo, chamar outros cães, fazer uma viajem ou apenas presentea-lo com um ossão.



A idéia é festejar que o seu perceiro está mais um ano com você...hoje em dia existem alimentos perfeitos para este tipo de festa, feitos especialmente para os Cães e Gatos com os ingredientes perfeitos e nutritivos que não vão fazer nenhum mal a eles.


Existem clubes hoje que podem ser alugados para este tipo de festa, mas claro que essas festas são com "convidados", ou seja vários amiguinhos caninos e felinos que vão ser chamados e aí é só fazer a festa e se divertir de montão!!


AGORA DIGA VOCÊ O QUE ACHA DAS FESTAS PARA CÃES E GATOS E SE VOCÊ JÁ FEZ ALGUMA!!

Chocolate para os cães e gatos? Nem pensar!


Cães e gatos alimentados com dieta natural ingerem diariamente uma variedade de itens que nós humanos também consumimos e que nos fazem bem: frutas frescas, diversos legumes crus ou cozidos, verduras cruas, carnes e ossos, iogurte natural, óleos vegetais, leguminosas e cereais cozidos (no caso das dietas com carboidratos extras), ovos, peixes, levedura de cerveja, alho cru, etc.

Com critério e bom senso - sempre tendo em vista que cães e gatos não são “pessoinhas peludas” - os pets podem partilhar de quase tudo da nossa geladeira e do nosso freezer. Ênfase no “quase tudo”. Alguns itens devem ser evitados, caso do açúcar, das uvas passas, das bebidas alcoólicas, do espinafre, das macadâmias, do abacate e das frituras. E há determinados alimentos que jamais devem ser oferecidos aos cães ou gatos. São eles: as pimentas, a cebola e o chocolate.

Esse artigo, um especial de Páscoa, pretende alertar os proprietários sobre os perigos para os cães da ingestão de chocolates. (Gatos que assaltam ovos de Páscoa também correm riscos, é que eles tendem a serem menos ávidos por essas guloseimas em comparação aos caninos.) Confira a pesquisa abaixo e entenda por que devemos deixar nossos ovos de Páscoa, bombons, barras de chocolate - e até os achocolatados em pó - bem longe de nossos melhores amigos.

Gostoso para nós, perigoso para eles
Fato é que os cães são diferentes de nós. Eles podem beber água da privada e até comer fezes de outros cães e dificilmente essas práticas nojentas os fazem adoecer. Experimente fazer o mesmo apenas uma vez e você poderá passar incrivelmente mal. No entanto, bastam algumas dezenas de gramas da nossa guloseima favorita para levar um cão ao coma e até mesmo à morte.

O vilão nessa história é um alcalóide derivado do cacau que se chama Teobromina. Essa substância prima da cafeína (ambas são metilxantinas) apresenta conhecido efeito diurético, vasodilatador e estimulante do sistema nervoso central e do coração. E não pense que o Totó precisa engolir um ovo de Páscoa de um quilo para se intoxicar. Embora a literatura informe que são necessários de 100 a 150 gramas de chocolate por quilo de peso do animal para intoxicá-lo gravemente, sintomas como taquicardia, excitação, distensão abdominal, espasmos musculares, vômitos, diarréia, aumento no consumo de água e da temperatura podem surgir com a ingestão de pouco mais da metade dessa quantidade.

A Teobromina é rapidamente absorvida após a ingestão e logo começa a estimular o cérebro e o coração, podendo desencadear arritmias cardíacas no animal. E não pense que somente o coração e o cérebro saem perdendo. Se o cão resolver atacar os chocolates, o pâncreas também poderá sofrer com o alto teor de gorduras da guloseima.

Mas por que o chocolate faz mal para os cães?
O problema vem da não-metabolização da Teobromina no organismo dos cães e dos gatos. Nós humanos conseguimos “quebrar” e excretar a Teobromina, de modo que ela não se acumula no nosso organismo. Nos pets, essa substância se acumula e rapidamente atinge concentrações tóxicas.

Alguns chocolates são piores que outros
O teor de Teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate. Se estivermos falando de pós achocolatados, são necessários 600mL de leite com Nescau, Toddy ou similar para intoxicar gravemente um animal com nove quilos. Confira abaixo os teores de Teobromina nos diferentes chocolates:

Chocolate branco: por conter pouquíssimo cacau, apresenta teores vestigiais de Teobromina, sendo o menos tóxico dos chocolates. Mesmo assim não deve ser oferecido, uma vez que é rico em açúcar.

Chocolate ao leite: 100 gramas apresentam 154 miligramas de Teobromina. A dose fatal para um cão com 6 quilos seriam 350 gramas.

Chocolate meio amargo: 100 gramas contêm 528 miligramas de Teobromina. A dose fatal para um cão com 6 quilos seriam 110 gramas.

Chocolate de culinária (aquele usado em bolos e ovos de Páscoa caseiros): 100 gramas contêm 1.365 miligramas de Teobromina. A dose fatal para um cão com 6 quilos seriam meras 35 gramas!

Tratamento
Se você suspeita que seu cachorro ou bichano tenha ingerido quantidades consideráveis de chocolate - calma, aquele confete de M&M caído no chão não conta! - consulte o médico-veterinário. A toxicidade da Teobromina é dose-dependente. Ou seja, depende do teor de Teobromina no chocolate, da quantidade de chocolate ingerida e do porte do animal. Os sintomas aparecem de 6 a 12 horas após a ingestão.

O tratamento da intoxicação por chocolates pode ser complicado. Não existe antídoto. Dependendo dos sintomas que o animal apresentar e do tempo passado desde a ingestão, o veterinário poderá fazer uma lavagem gástrica, infundir fluidos (o “sorinho na veia”) para evitar desidratação por vômitos e/ou diarréia. E poderá administrar eméticos (fármacos que provocam o vômito), carvão ativado, anti-convulsivantes (para animais que apresentem convulsões) e medicações para regular o ritmo cardíaco em caso de arritmias. A meia-vida da Teobromina no organismo dos pets é de 17 horas. Mas ela pode demorar 24 horas ou mais para ser eliminada.

Conclusão
Definitivamente, chocolates e animais de estimação não devem se misturar! Por isso, deixe os ovos de Páscoa, bombons e barras bem longe do alcance dos pets - lembre-se que um gato guloso é capaz de escalar um armário para encontrar chocolates.

Evite oferecer também aqueles “chocolates” próprios para cães, à venda em pet shops. Esse tipo de guloseima não contém Teobromina, mas acaba apresentando o animal a sabores e cheiros muito parecidos com os do chocolate “de gente”. E como você acha que um cão chocólatra se comportará diante de uma cesta de ovinhos de Páscoa?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tire suas dúvidas!

Por que os cães gostam de por a cabeça para fora da janela do carro? Andam em círculos antes de deitar? Respondemos tudo que você sempre quis saber sobre seu cão

É. Mesmo ele sendo seu melhor amigo em todas as horas, nem sempre conhecemos a fundo os hábitos dos cães. Pensando em responder algumas dúvidas comuns



Por que os cães gostam de por a cabeça para fora da janela do carro?



“O carro não é vedado, portanto o cão é submetido a uma série de cheiros e estímulos em um passeio motorizado. O ato de colocar a cabeça para fora tem basicamente dois motivos: o cachorro é estimulado pelos milhares cheiros que o vento trás diretamente ao focinho e, além disso, a sensação de ‘vento no rosto’ é gostosa para o animal, já que a maioria dos cães sente muito calor”.

Boca aberta é sinal de sede sempre?

“Não, as pessoas se enganam muito. A maioria dos cachorros mantém a boca aberta para amenizar o calor que sentem e nem sempre estão com sede. Uma maneira de saber se o cão está com sede é perceber se ele se mantém muito ofegante. Se você colocar água ao lado do seu amigo
 e ele desprezar, não se preocupe. Se esse não for um hábito constante, ele apenas está com calor. Caso contrário, leve seu bicho a um veterinário”.

Por que os cães andam em círculos antes de deitar?

“Há algumas hipóteses para responder essa pergunta. Como o tato do cachorro está nas patas, ele circula a região antes de deitar para verificar se a superfície está livre de obstáculos que gerem desconforto. Alguns bichos cavam um pouco a grama para chegar perto da terra úmida e ter um ninho mais fresco para descansar. Além disso, eles procuram ao rodear, sentir a direção do vento, para deitar-se com o focinho virado para ele. Assim, se um intruso ou perigo se aproximar, o cachorro será acordado pelo cheiro em sua direção

Por que os cachorros se lambem e lambem uns aos outros?

“A lambida está ligada a um estímulo da pele, como se fosse uma massagem. Nos filhotes, por exemplo, se a mãe não lamber as partes genitais dos filhos para estimular a evacuação, eles acabam morrendo porque não fazem as necessidades. Em geral, a lambida do cão nele mesmo é uma automassagem. Quando o cão não pára de se lamber chegando inclusive a se ferir, trata-se de um comportamento compulsivo por estresse. Daí você deve levar seu bicho ao veterinário”.

Por que os cães enterram objetos?

“Algumas raças tem a característica comum de esconder comida para estocar. Cães caçadores, por exemplo, fazem isso de maneira constante. O ato de cavar também está associado a buscar algo pelo cheiro, por exemplo, procurar um osso enterrado por outro cachorro. Além disso, para eles cavar é muito divertido já que eles descobrem outros cheiros e novos seres como minhocas e formigas. Outros bichos ainda cavam para preparar o lugar para deitar

Por que cães perseguem gatos?



“O cão é um animal predador e o gato se comporta como uma presa perfeita já que o comportamento dele estimula o instinto de caça do cachorro. O cão adora esse comportamento do gato, que se arrepia quando o vê e tenta fugir. Entende isso como uma brincadeira e passa a registrar que é assim que deve ser, cachorro deve correr atrás de gato e pronto

Por que alguns cães correm atrás do próprio rabo?

“Correr atrás do rabo está ligado a um alívio de ansiedade. Quando o cão está muito ansioso procura algo para se divertir e essa atividade ocupa seu tempo. Portanto, não subestime a inteligência de seu amigo, ele não faz isso porque é bobo. Apenas quando essa ação é muito constante vira compulsivo, daí é necessário procurar um especialista”.

Por que cães adultos mastigam ossos, tapetes e móveis?

Mastigar itens proibidos é uma forma de chamar a atenção do dono. Para o cachorro é melhor se arriscar a receber uma bronca do que permanecer invisível. O fato de roer ossos é um instinto primitivo deles, já que se trata de uma maneira de limpar os dentes e manter as gengivas saudáveis.

Por que os cães insistem em dormir na cama com você?

Que ser não teria amor-próprio e iria preferir o chão gelado e duro a uma cama quente e macia e ainda do seu lado? Eles preferem porque depois que sentem o conforto disso, imaginam que aquele é um local privilegiado e portanto, seguro e repleto de amor, lugar em que de qualquer maneira, conseguem a atenção total do dono.


Por que os cães parecem entender nosso estado de espírito?

Os cães conhecem seus donos e são capazes de ler linguagem corporal e captar sutis inflexões de voz, maneira e conduta de maneira extraordinária. Os cães são muito empáticos, capazes não só de entrar em sintonia com nosso comprimento de onda emocional, mas de nos dar tudo o que precisamos: uma lambida, um carinho ou consolo.


Por que os cães adoram morder chinelos e sapatos?

Cães adoram morder, para eles é um exercício. Geralmente, chinelos e sapatos se encaixam perfeitamente na boca dos cachorros e são atrativos perfeitos visto que possuem cheiro tentador. Além disso, os sapatos são flexíveis e constituem o brinquedo perfeito ou a forma eleita de chamar a atenção do dono, como já dissemos anteriormente.


Por que os cães machos levantam a perna para urinar?

Simplesmente por dois motivos: eles levantam a pata para evitar que a urina escorra para a outra pata e procuram urinar o mais alto possível para marcar o território e anunciar a outros cães que ele esteve ali. Portanto, é verdade, o macho urina mais para demarcar seu espaço a outros, em uma competição entre meninos que é constante.



Por que os cães sobem na perna de visitas?

Esse é o modo que a natureza tem de prepará-los para o ato sexual, em outras palavras, só a prática leva à perfeição, e para os cachorros não é diferente. Algumas fêmeas costumam arquear a perna, quase que tentando determinar sua identidade sexual quando novinhas.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Alimentação Felina


Os gatos necessitam:

*boa quantidade de proteínas e gorduras (carnes, peixe, aves, vegetais, soja)

*hidratos de carbono, sais minerais, vitaminas

*água: No estado selvagem os gatos bebem pouca água. A carcaça das presas que come possuem 70% de água.
Já os gatos domésticos precisam de água fresca e sempre disponível, principalmente os que se alimentam de ração seca.

*grama: Ou verde. É um elemento importante na alimentação dos gatos. No ambiente selvagem, ingerem alimentos verdes junto com a presa. O verde contém vitaminas e ajuda no bom funcionamento do aparelho digestivo.

*Taurina: A Taurina é um produto final do metabolismo de 2 aminoácidos. Está envolvida na formação e funcionamento da retina e nos gatos também com a formação de sais biliares.
Sua deficiência resulta em degeneração da retina e cegueira. Essas alterações demoram longo tempo para ocorrer, cerca de 1 ano com uma dieta insuficiente em Taurina.
Diferente dos outros animais, os gatos não conseguem sintetizar a Taurina. Ela é encontrada em produtos de origem animal. As rações atualmente vêem com um bom suprimento de Taurina.

*Vitamina A: O gato é incapaz de converter beta-caroteno em vitamina A, por isso necessitam de fonte pré-formada da vitamina. A função mais conhecida da vit. A é com relação à visão, mas também é importante para o crescimento normal das celulas epiteliais, crescimento ósseo e dos dentes.
O excesso da vitamina A também causa doença, como doença óssea, gengivite e perda de dentes. Isso pode ocorrer por excesso de suplementação ou por ingestão excessiva de fígado.

Ração em lata

Têm a vantagem do sabor e umidade, mas é mais cara do que a seca, contribui para a formação de tártaro nos dentes, dá mau-hálito, fezes com mau cheiro, podem ocasionar gases e fezes moles. Se estragam com mais facilidade quando deixadas no prato, e os pratos devem ser lavados todos os dias.
Recomendada para animais que necessitam de reposição de líquidos, animais com inapetência.

Ração Seca

Os gatos alimentados com ração seca necessitam de mais água, têm menos tártaro nos dentes, é mais barata e deixa menos cheiro na boca e nas fezes. Os pratos permanecem limpos e a ração não estraga com facilidade e as fezes ficam firmes.

Leite

Muitos gatos têm intolerância à lactose e podem apresentar diarréia.

Ração para cães

Não é apropriado para gatos, já que possui ingredientes balanceados para cães e não para gatos. Cada espécie necessita de uma quantidade específica de nutrientes, para boa manutenção de seu organismo. Um gato alimentado com ração para cães por um longo período de tempo, poderá ficar seriamente doente.

Restos de comida

Podem até agradar seu gato, mas não contém os ingredientes necessários para uma boa nutrição.

Ossos

Não há problemas em dá-los ao seu gato, desde que sejam grandes e não soltem lascas, como os de boi. NUNCA dê ossos de galinha ou de porco, seus fragmentos podem grudar na boca, garganta ou estômago e perfurar o intestino do seu gato.

Carne

A carne não faz mal, mas não possui todos os ingredientes necessários para o seu gato.

Fígado

Diariamente e em grandes quantidades pode intoxicar seu gato por vitamina A e causar diarréia.

Suplementos vitamínicos e minerais

Se seu gato tem uma alimentação balançeado, como ração, não necessita de suplementos.

Peixe Cru

Alguns peixes crus podem causar deficiência de Tiamina. Os peixes crus possuem Tiaminase, que destróis a Tiamina Vit B1. O calor do cozimento, destrói a Tiaminase presente na carne do peixe.

RAIVA EM CÃES E GATOS


HISTÓRICO

A Raiva foi reconhecida e descrita por volta de 2300 anos A.C. Zinke, em 1804, descobriu a natureza infecciosa da saliva de um cão raivoso. Pasteur, entre 1882 e 1888, demonstrou o neurotropismo do vírus, preparou e utilizou a primeira vacina contra Raiva em um menino (Joseph Meister). Em 1903, a natureza ultrafiltrável do agente foi demonstrada por Remlinger, e Negri descreveu os corpúsculos de inclusão presentes no citoplasma das células nervosas.

AGENTE ETIOLÓGICO

O vírus da Raiva pertence à família Rhabdoviridae, gênero Lyssavírus. O virus da Raiva possui um genoma constituído por um único filamento RNA, e cinco polipeptídeos identificados. Um envelope lipoprotéico, com determinantes antigênicos específicos, é responsável pela indução da formação de anticorpos neutralizantes. Embora seja genericamente considerado como um sorotipo único, estudos recentes utilizando anticorpos monoclonais revelaram uma pequena variação antigênica.

DETECÇÃO DO VÍRUS

O vírus da Raiva já foi propagado em uma ampla variedade de animais de laboratório. Os camundongos jovens são freqüentemente utilizados, e o período de incubação nestes é de apenas 7 a 10 dias. Vários meios de cultivo celular são susceptíveis, onde podemos incluir as linhagens de células de rim de hamster, rim de rato, fibroblastos de embrião de galinha, rim de hamster lactente (BHK-21), rim de cão (CK), e células amnióticas humanas (WI-38).

Várias cepas podem se multiplicar em ovos embrionados de galinha ou pata, onde as cepas FIury de alta passagem em ovos (HEP) são mais atenuadas do que as cepas de baixa passagem em ovos (LEP). Ambas já foram utilizadas em vacinas, fabricadas a partir de ovos embrionados de patas.

A denominação "vírus de rua" ("street vírus") se refere ao vírus selvagem, patogênico, existente em natureza; o "vírus fixado" ("fixed vírus") é o vírus replicado em laboratório, não patogênico.

Através da microscopia eletrônica observou-se que o vírus possui um formato de bala de revólver (alongado, com uma das extremidades arredondadas e a outra obtusa), e mede de 130 a 300 nm x 70 nm.

SOBREVIVÊNCIA NO MEIO AMBIENTE

O vírus da Raiva é inativado pelo éter e pela fervura. O glicerol é um excelente preservativo. O vírus é rapidamente inativado pela radiação ultravioleta. Também é destruído pela pasteurização, e na saliva ressecada o vírus perde sua virulência em poucas horas, à temperatura ambiente.

DESINFETANTES

Os ácidos, álcalis, formol, cloretos (cloreto de mercúrio) e vários outros desinfetantes são bastante eficazes; os compostos fenólicos e a amônia quaternária são menos eficazes. Nos primeiros socorros de casos de mordeduras, podemos utilizar uma solução com 20% de detergente e 70% de álcool ou iodo.

ESPÉCIES SUSCEPTÍVEIS

Principalmente os animais carnívoros (cães, gatos, raposas, chacais, lobos), porém todos os animais homeotérmicos, inclusive o homem, são espécies susceptíveis. Os morcegos frugívoros e insetívoros podem se tornar infectados, mas os morcegos hematófagos são os principais disseminadores da doença em rebanhos.

FONTES DE INFECÇÃO

A saliva é a principal fonte de infecção, mas nem sempre o vírus se encontra presente na saliva dos animais contaminados. A eliminação do vírus através da saliva ocorre num período de 3 a 7 dias antes do animal desenvolver a sintomatologia clínica. Já foram relatados casos onde o vírus estava sendo eliminado 13 dias antes da manifestação da sintomatologia.

Infecções assintomáticas das glândulas salivares em morcegos resultam num período prolongado de eliminação do vírus, por vários meses. O vírus é encontrado com menor frequência no sangue, urina, leite e outras secreções. É improvável que o vírus resista por um longo período de tempo no meio ambiente.

TRANSMISSÃO

Freqüentemente a infecção ocorre via saliva e traumatismos cutâneos. A disseminação por partículas aerossóis também é possível, desde que a concentração do vírus no ambiente seja bastante elevada, como ocorre nas cavernas onde os morcegos se alojam.

OCORRÊNCIA

A Raiva está presente em todos os continentes, excetuando-se a Austrália e a Antártida. Somente 24 países, principalmente os insulares, como Grã-Bretanha, por exemplo, estão livres da doença na forma endêmica.

Atualmente, a doença tem aumentado em incidência, particularmente entre os animais silvestres. A incidência da Raiva em cães e gatos (e consequentemente em humanos) diminuiu sensivelmente em várias áreas, devido aos procedimentos dos departamentos de saúde pública e campanhas de vacinação em massa.

As pessoas responsáveis pelas campanhas de vacinação anti-rábica demonstram com frequência a dificuldade que encontram em estabelecer medidas efetivas de controle, principalmente com relação à população felina. As recomendações para a vacinação obrigatória de cães são bem aceitas pela população; entretanto, os esforços para se incluir os felinos na vacinação obrigatória, ou mesmo voluntária, encontram ainda certa resistência.

Os gatos se tornaram, entre os animais domésticos, os que apresentaram maior porcentagem de casos de Raiva. Consequentemente, o aumento do número de gatos raivosos constitui a principal causa do aumento do número de pessoas expostas à Raiva. Os gatos acometidos pela doença morderam um número maior de pessoas do que os cães, provavelmente devido à probabilidade dos gatos raivosos apresentarem um comportamento mais agressivo do que os cães.


O maior número de gatos vacinados está diretamente relacionado ao decréscimo da prevalência desta doença na população felina, e consequentemente, diminuiu-se a chance de exposição das pessoas ao vírus. Atualmente, a quase totalidade das vacinas utilizadas, tanto em cães, quanto em gatos, constitui-se de produtos inativados.

Na América do Sul, a Raiva é uma das zoonoses mais importantes, com registro anual de 2500 casos fatais em pessoas, 177000 casos fatais em cães e 30000 casos notificados em bovinos.

PATOGENIA

A principal porta de entrada do vírus é a pele lesada, principalmente por mordeduras. O vírus também poderá ser introduzido através das membranas mucosas dos olhos e boca, e pela inalação; as terminações nervosas olfativas poderão dar acesso ao Sistema Nervoso Central (SNC).

Após a mordedura, a replicação viral ocorre nas células musculares (miócitos). Ocorre freqüentemente uma fase latente, onde o vírus não é detectável, e isto pode ser a razão do longo período de incubação observado nos animais infectados. O antígeno viral se acumula nas terminações neuromusculares e neurotendíneas. O vírus, então, realiza movimentos centrípetos passivos, dos axônios em direção às sinapses, no SNC e na medula espinhal. O movimento ascendente para o cérebro poderá ocorrer em poucas horas, da medula lombar até a base do cérebro. A infecção fica restrita aos neurônios e suas derivações. Ocasionalmente, os astrócitos e as células da glia podem se tornar infectados. Uma maior localização do vírus ocorre inicialmente no sistema límbico, com pouca ação sobre a córtex. Esta distribuição está correlacionada aos sintomas de mudança da agilidade, perda da timidez natural, comportamento sexual aberrante e agressividade, que podem ocorrer durante a Raiva clínica. Quando a disseminação do vírus da Raiva no cérebro é muito rápida, os efeitos de "Raiva Furiosa" não são observados.

Além do movimento centrípeto, o vírus da Raiva poderá se disseminar de forma centrífuga para a retina, glândulas salivares e terminações nervosas sensitivas da pele. Este último se constitui na base para um diagnóstico "ante-mortem", através da biópsia e da aplicação da técnica de imunofluorescência (anticorpos fluorescentes).

INCUBAÇÃO

O período de incubação tende a ser curto quando a porta de entrada do vírus está próxima ao SNC, porém existe uma grande variabilidade (de 10 dias a 1 ano), em cães. O período de incubação típico em felinos varia de 3 a 8 semanas.

SINAIS CLÍNICOS

Três fases são reconhecidas: precursora ou prodromal, excitativa e paralítica. A duração total raramente é maior do que 10 dias; em média, a duração é de 5 a 6 dias.

a) Fase Precursora ou Prodromal (duração de 2 a 3 dias):
Mudanças na disposição: Um animal quieto se torna ativo e excessivamente amigável; o animal ativo se torna nervoso e assustado.
Dilatação das pupilas, salivação; o animal "morde o ar", e late com um som agudo.
Modificação da andadura (passo), com possível rigidez, e contração da musculatura facial.
b) Fase Excitativa ou Raiva Furiosa:

Aumento dos reflexos de irritabilidade.
Dificuldade de deglutição, sialorréia.
Síndrome de ataque: agressão violenta e viciosa ("olhos faiscando", boca espumando, pelos do dorso arrepiados). Este período pode durar de 1 a 4 dias. Há progressão para um quadro convulsivo terminal ou paralisia, se o animal viver por um período mais prolongado.
c) Fase Paralítica ou Raiva Silenciosa:

Se a fase excitativa não é observada, ou é muito curta, então a denominamos como Raiva Silenciosa ou Paralítica.

O animal não se encontra irritadiço, raramente morde.
Paralisia ascendente dos membros.
Somente 25% dos casos de Raiva em felinos correspondem a este tipo, comparado aos 75% de casos observados em cães.
DIAGNÓSTICO

A Raiva deverá sempre ser considerada no diagnóstico de qualquer doença neurológica de curta duração, incluindo as paresias de origem indeterminada. Antes do diagnóstico de Raiva ser descartado ou confirmado, certas precauções deverão ser tomadas para se minimizar os riscos de contaminação em humanos, e deverá ser feita uma notificação do caso às autoridades sanitárias competentes.

Isolar o animal suspeito.
Se alguma pessoa foi mordida ou tiver contato estreito com o animal suspeito, deverá lavar imediatamente o ferimento com água e sabão, e procurar auxilio médico.
Consultar o veterinário do Centro de Zoonoses. Amostras de tecidos (de preferência da cabeça toda, ou a região do hipocampo cerebral e cerebelo), removidos do animal morto, deverão ser enviadas para laboratórios governamentais de diagnóstico.
O veterinário, recebendo o laudo do diagnóstico, deverá notificar as autoridades sanitárias locais. Deverá também comunicar ao proprietário do animal, e deverá colocar os animais expostos ou suspeitos em quarentena.
COLHEITA E REMESSA DE MATERIAL PARA EXAME LABORATORIAL

Deverá ser coletada a cabeça inteira ou cérebro, que deverão ser colocados num isopor com gelo e enviados o mais rápido possível a um Centro de Diagnóstico de Raiva.

TRATAMENTO

Nenhum tratamento deverá ser tentado.
Se o animal exposto ao vírus não é vacinado; em se tratando de animais abandonados, recomenda-se proceder a eutanásia, para coleta de material para diagnóstico laboratorial. Uma alternativa seria manter o animal suspeito sob quarentena de 6 meses, o que nem sempre é viável.

Se o animal exposto, tiver um proprietário e for anteriormente vacinado, recomenda-se o seu isolamento para observação clínica por 10 dias, após o que deverá ser revacinado.

MANEJO DE ANIMAIS SUSPEITOS QUE MORDERAM PESSOAS

Cães ou gatos sadios que morderam pessoas deverão ser confinados e observados por um período de 10 dias, e avaliados por um veterinário, diariamente. Qualquer sintoma que o animal apresente deverá ser comunicado imediatamente ao departamento de vigilância sanitária local. Se houver o desenvolvimento de sinais sugestivos de Raiva, o animal poderá, a critério da autoridade sanitária, ser sacrificado, anteriormente a sua morte natural, e sua cabeça removida e mantida sob refrigeração, para exame a ser realizado posteriormente num laboratório credenciado junto aos órgãos de vigilância sanitária. Qualquer animal vadio que morda uma pessoa poderá ser mantido em observação por 10 dias, ou ser sacrificado imediatamente e sua cabeça ser submetida aos procedimentos acima descritos para diagnóstico de Raiva.

RESPOSTA IMUNE, INFECÇÃO NATURAL E VACINAÇÃO

O "vírus de rua" da Raiva induz a produção de interferon, de anticorpos neutralizantes e fixadores de complemento; porém, uma vez que a infecção atinja o SNC, os anticorpos tornam-se relativamente ineficientes. As vacinas induzem altos títulos de anticorpos neutralizantes, aproximadamente entre 7 e 21 dias após a vacinação (período negativo de imunidade), utilizando-se tanto a vacina a vírus vivo modificado, quanto a vacina inativada. A duração da imunidade pode ser de até 3 anos, para as vacinas vivas ou inativadas, em cães ou gatos, mas para obtermos uma imunidade máxima é recomendável a adoção do esquema com revacinações anuais. A primovacinação é recomendada para cães e gatos a partir do quarto mês de vida.

COMPLICAÇÓES PÓS-VACINAIS EM CÃES E GATOS

A proporção de cães e gatos raivosos que tem um histórico de complicações neurológicas (encefalite), causadas por vírus vacinal, é extremamente pequena.

Um diagnóstico presuntivo de Raiva induzida pela vacinação, é baseado principalmente no histórico clínico do animal, onde é geralmente observado um curto intervalo entre a vacinação e o aparecimento dos sintomas (paralisia do membro onde a vacina foi inoculada), ausência de sinais de Raiva furiosa, e ausência de Raiva endêmica na região. Devido às semelhanças entre as várias cepas, é muito difícil distinguir clinicamente, uma encefalite pós-vacinal causada por um vírus vivo modificado, de uma infecção causada pelo vírus virulento ("vírus de rua").

As infecções pós-vacinais são mais freqüentemente relatadas em gatos do que em cães; isto está relacionado ao fato do gato possuir uma maior sensibilidade às vacinas de Raiva, especialmente as que possuem vírus vivos modificados.

Na maioria dos casos relacionados, os gatos apresentam uma paralisia característica do membro onde a vacina foi inoculada, 2 a 3 semanas após a inoculação. Posteriormente, desenvolve-se um quadro de paralisia bilateral ascendente, que se torna generalizada. As infecções foram caracterizadas como sendo pós-vacinais com base nos estudos de patogenicidade, ausência de corpúsculos de Negri, multiplicação em tecido celular e utilização de técnicas de anticorpos monoclonais.

Nos felinos que apresentaram Raiva pós-vacinal, 60% eram positivos para o vírus da Leucemia Felina (FeLV), sugerindo que a infecção pelo vírus da Raiva pode ocorrer nestes animais, que possivelmente se encontravam imunodeprimidos.

Os casos de complicações pós vacinais com vacinas inativadas são extremamente raros, onde a principal causa é a inativação insatisfatória do vírus vacinal, que pode permanecer viável e induzir a doença.